O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, criticou a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que neste sábado (29) alertou companhias aéreas do país sul-americano para que fechassem o espaço aéreo pelo risco de iminentes conflitos armados entre as nações.
O chanceler categorizou as falas do republicano como uma “ameaça colonialista”, através de publicação em um canal oficial do ministério. A declaração ainda foi classificada como “extravagante, ilegal e injustificada”.
Chanceler dispara contra falas de Trump
Yván Gil denunciou uma tentativa norte-americana de minar a soberania do espaço aéreo venezuelano, atuando com uma “jurisdição ilegítima” por parte dos Estados Unidos. O texto ainda cita uma tentativa de dar ordens e ameaçar a integridade do governo local.
A Venezuela denunciou ainda uma ameaça explícita de uso da força, o que seria estritamente proibido pela Carta das Nações Unidas. A atitude de Trump violaria o Artigo 1º do documento, que valoriza a manutenção da paz e segurança entre nações.
O estado venezuelano afirma que “todo Estado tem soberania completa e exclusiva sobre o espaço aéreo acima do seu território”. Além disso, reitera que “não aceitará ordens, ameaças ou interferência de qualquer potência estrangeira”.
“Nenhuma autoridade fora do marco institucional venezuelano tem o poder de interferir, bloquear ou condicionar o uso do espaço aéreo nacional”, diz o comunicado oficial.
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