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Sexta-feira, 10 de Abril 2026

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Cidadão brasileiro morre em confronto com a polícia dos EUA durante atendimento de saúde mental

Gustavo Guimarães, natural de Minas Gerais, foi baleado fatalmente por agentes na Geórgia; a polícia alega que ele sacou uma arma, mas a família refuta a versão.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Cidadão brasileiro morre em confronto com a polícia dos EUA durante atendimento de saúde mental
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O brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, foi morto a tiros por policiais de Powder Springs, na Geórgia, Estados Unidos, na última terça-feira (3/3). Segundo informações da família, o mineiro, que residia em Acworth há mais de duas décadas, foi atingido durante um diálogo com os agentes, em meio a um atendimento voltado para tratamento psicológico e psiquiátrico.

A narrativa apresentada pelo Departamento de Polícia de Powder Springs, contudo, diverge da versão dos familiares. Em nota oficial, o departamento declarou que “ao chegarem ao local, os policiais entraram em contato com Guimarães. Durante a abordagem, Guimarães sacou uma arma. Os policiais, então, atiraram em Guimarães, atingindo-o várias vezes”. O incidente está sob investigação da Agência de Investigação da Geórgia (GBI), um órgão estadual equivalente à Polícia Civil brasileira.

A mãe da vítima, que optou por não ter sua identidade revelada em entrevista à TV Globo, nega veementemente que o filho estivesse armado. Ela relatou que Gustavo exibia sinais de transtornos psiquiátricos, mas resistia à busca por ajuda profissional e nunca havia recebido um diagnóstico formal. A situação mudou na semana anterior ao incidente, quando ele ficou alguns dias sem contato com a família antes de procurá-los, manifestando interesse em receber assistência.

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“Ele era totalmente contra armas, era ativista contra a violência, era ativista contra a crueldade dos animais e outras causas. Ele dizia que Deus não criou as armas, que foram os homens. Meu filho não estava armado nem andava armado”, desabafou a mulher.

No dia da ocorrência, uma terça-feira, Gustavo encontrou-se com a mãe e dois profissionais de saúde mental do governo da Geórgia no estacionamento de um supermercado em Powder Springs para uma conversa. De acordo com a prima do brasileiro, “a ideia era, pelo menos, fazer uma triagem. Ele começou a conversar com elas, explicou o que sentia e os problemas que estava enfrentando. Durante a conversa, ele começou a falar mais alto, mas não agrediu ninguém, apenas ficou nervoso com a situação”.

A família ainda relata que, em dado momento, a polícia chegou ao local, informando ter recebido uma denúncia sobre uma pessoa com transtornos mentais em surto. “Naquele momento, ele não estava em surto, mas a chegada dos policiais acabou desencadeando esse medo que ele já tinha dos agentes, e então ele começou a se desesperar”, comentou a prima.

Diante da gravidade da situação, a mãe do homem sentiu-se mal e foi levada a um hospital por uma ambulância, enquanto Gustavo permaneceu no local com os policiais. A prima acrescentou que “durante o atendimento da mãe no hospital, ela recebeu a informação de que ele havia sido morto com quatro disparos, incluindo um atrás da cabeça”.

O departamento de polícia reitera que agentes da Agência de Investigação da Geórgia estão apurando o tiroteio ocorrido na última terça-feira (3/3). Conforme o órgão, o brasileiro Gustavo Guimarães, residente de Acworth, foi fatalmente baleado no incidente, por volta das 21h, na quadra 3.000 da New MacLand Road. Foi informado ainda que nenhum policial sofreu ferimentos na ação e que o brasileiro foi levado ao hospital, onde seu óbito foi confirmado.

“Assim que a investigação for concluída, o processo será encaminhado ao Ministério Público do Condado de Cobb para análise”, complementou a polícia de Powder Springs.

Gustavo Guimarães era estudante de biologia e líder de ética na biblioteca da Life University, na Geórgia. Ao ser contatado pela Globo, o Itamaraty emitiu um comunicado: “Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”.

FONTE/CRÉDITOS: Letícia Campos
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