O projeto cinematográfico inspirado em “A Viagem”, obra de Ivani Ribeiro em suas versões de 1975 e 1994, já atrai grande interesse, em grande parte devido à forte conexão que a novela mantém com o público até hoje.
O elenco anunciado conta com nomes como Rodrigo Lombardi, Pedro Novaes, Carolina Dieckmann e Emilio Dantas, promovendo um encontro entre diferentes gerações de atores.
A produção está a cargo da Globo Filmes, que assume a tarefa de transpor para as telonas uma das narrativas mais marcantes da televisão brasileira, agora com uma nova roupagem e ritmo.
Contudo, a adaptação apresenta complexidades.
O longa-metragem está sendo concebido com uma projeção de 90 minutos, um formato que, por si só, impõe um gigantesco desafio narrativo: condensar uma trama originalmente extensa, repleta de subtramas e reviravoltas, em apenas uma hora e meia exige cortes criteriosos e decisões criativas significativas.
Um desafio que a autora Solange Castro Neves, colaboradora de Ivani, se propôs a encarar e, certamente, saberá conduzir com maestria. Ou, quem sabe, “tirar de letra”, considerando as inúmeras páginas que precisarão ser suprimidas.
Um grande acerto
“Três Graças” chega hoje à sua semana final e, entre outros legados, deixará marcada a parceria de Murilo Benício e Grazi Massafera. A dupla alcançou um equilíbrio raro, capaz de fazer qualquer cena fluir com naturalidade.
Interpretando Ferette e Arminda, eles entregaram química, timing cômico e leveza, sem desviar da proposta central. Sem dúvida, um dos maiores achados da produção.
Transição de comando – 1
Desde a criação desta coluna, o nome de José Carlos Nery sempre esteve associado ao meu. São mais de duas décadas de parceria aqui, mas a colaboração com o Zé começou muito antes, nos tempos da coluna de Ferreira Netto.
Transição de comando – 2
Desde o início até agora, a sintonia entre nós sempre foi e permanecerá perfeita e harmoniosa. É uma relação que transcende o trabalho e a amizade. No entanto, o Zé solicitou um tempo, como em uma pausa estratégica no esporte. Em seu lugar, após um breve aquecimento, entrou Luiz Henrique Oliveira, igualmente experiente e cheio de energia. A vida continua, e seguimos em frente.
Posso comentar?
Li com atenção o artigo de Maurício Stycer sobre jornalismo esportivo, publicado na última quinta-feira na Folha, e peço licença para endossar suas palavras. Em quase a totalidade dos casos, e na grande maioria das situações, o que se observa é uma incessante busca por engajamento e polêmica.
Isso tornou a situação complicada para aqueles que buscam trabalhar com seriedade e para quem deseja encontrar um conteúdo de qualidade. Restam duas opções: ou aderir à desordem ou ser considerado o “chato” e acabar excluído.
Ressalva necessária
No texto de Stycer, que demarca sua chegada do Rio a São Paulo, ele menciona Roberto Avallone e Chico Lang. Ambos, de forma não intencional, tinham, sim, um lado cômico e vestiam camisas, mas sempre foram reconhecidos como excelentes jornalistas, autores de textos maravilhosos. Da mesma forma, na antiga Gazeta, nos tempos de Milton Peruzzi, havia um humor presente, mas sem nunca se desviar do jornalismo sério. Galvão Bueno, Flávio Prado e Jota Junior foram apenas alguns dos talentos revelados por lá.
O cenário atual
No jornalismo esportivo contemporâneo, com raras, honrosas e adequadas exceções, a “zoeira” tornou-se quase um elemento obrigatório.
É preciso aderir ou ser rotulado como o “chato”. O mais lamentável é que até mesmo as direções parecem compactuar com essa premissa, priorizando sempre a baderna como protagonista.
Informação não procede
Circulou um boato, afirmando que Ratinho estaria se preparando para encerrar seu programa diário no SBT no final deste ano e se dedicar integralmente ao Grupo Massa. Conversei com ele, e a informação não é verdadeira – “vou tocar minha vida no SBT até quando der”, declarou ele, categoricamente.
A justificativa
Sobre o acordo do SBT com Rodrigo Bocardi, há uma explicação compreensível e bastante lógica: não há necessidade de pressa agora, pois nada acontecerá antes da Copa do Mundo. O programa dele é planejado para o final da tarde, horário que coincide com um número considerável de jogos. Portanto, o lançamento só ocorrerá no segundo semestre.
No intervalo
A Ambev, mais uma vez, se destacou com o comercial da Brahma para a Copa do Mundo. Uma peça criativa, bem executada, cuidadosamente montada e com uma trilha sonora daquelas que ficam na memória das pessoas. Um ponto positivo.
Para refletir
A reprise de “Avenida Brasil” no “Vale a Pena Ver de Novo” não está alcançando o desempenho que a Globo, certamente, esperava. Este é um dado bastante claro e serve como um sinal de alerta para as próximas escolhas. Em 13 anos, esta já é sua terceira exibição, o que pode ser considerado um pouco excessivo.
Padrão elevado
Raquel Krähenbühl, correspondente da TV Globo na Casa Branca, demonstrou novamente, na cobertura da visita de Lula ao presidente Donald Trump, a razão pela qual merece o mais alto reconhecimento por seu trabalho. Ela conduziu mais uma reportagem segura, precisa e rica em informações, sendo uma daquelas profissionais que elevam o padrão de qualquer cobertura internacional.
Bate-Rebate
- Erika Hilton lança hoje o podcast “A Erika Pod”, disponível no Spotify e no YouTube, pelo canal Auê TV.
- A edição de estreia contará com a participação de Marina Sena, um dos nomes mais proeminentes da nova geração da música brasileira.
- Mais dois microdramas turcos chegam ao catálogo do Globoplay: “Meu Acordo Secreto Com o Milionário” e “Vingança Sem Medidas”. Os lançamentos ocorrem ainda neste mês de maio.
- A sexta temporada de “Impuros”, desde sua estreia, lidera entre as séries mais assistidas no Brasil dentro do Disney+.
- Além disso, consolidou-se como a estreia nacional de maior audiência da plataforma, reforçando a força da franquia e o interesse do público pelas produções brasileiras.
- Aquelas que são bem produzidas, claro.
- O “Pânico”, da Jovem Pan, encerrou abril de 2026 com um desempenho muito positivo em exibição e distribuição.
- Nas redes sociais, no rádio e também na Pay TV, o programa registrou números expressivos de audiência e engajamento, reforçando sua presença multiplataforma e capacidade de mobilização junto ao público.
- A direção da Disney, no que diz respeito aos canais ESPN, precisa aprimorar sua estratégia.
- Algumas de suas melhores atrações são reservadas para o Disney+, numa tentativa de aumentar sua base de assinaturas.
- O problema é que essa “forçação de barra” também tem gerado crescente antipatia por parte das pessoas.