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Sábado, 02 de Maio 2026
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Cozinheiro é preso por dopar e estuprar colegas em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu preventivamente um cozinheiro, identificado como Luiz Cláudio, suspeito de dopar e estuprar colegas de trabalho em um restaurante no Shopping Anália Franco.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Cozinheiro é preso por dopar e estuprar colegas em São Paulo
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A 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), localizada na zona leste de São Paulo, efetuou a prisão preventiva de um cozinheiro. Ele é acusado de estuprar colegas de trabalho após adulterar bebidas alcoólicas. O indivíduo, identificado como Luiz Cláudio, atuava em um estabelecimento gastronômico situado no Shopping Anália Franco, no bairro do Tatuapé.

A detenção de Luiz Cláudio é resultado de uma investigação que teve início com a denúncia de uma jovem de 17 anos. Conforme apurado pela Polícia Civil, o acusado usava a convivência profissional com as vítimas para convidá-las a uma suposta confraternização em sua residência. Contudo, uma vez no local, as mulheres se viam a sós com ele.

A apuração policial revelou que o cozinheiro oferecia bebidas alcoólicas às vítimas, nas quais adicionava substâncias para comprometer a capacidade de reação delas. Em um dos incidentes, laudos toxicológicos confirmaram a presença de diazepam no sangue de uma das adolescentes.

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A delegada Jaqueline Rose Zajac, responsável pela 5ª DDM, detalhou o processo que levou ao início da investigação sobre os crimes.

“No ano passado, recebemos o registro de uma ocorrência de estupro de vulnerável. Uma mãe nos procurou após sua filha, de 17 anos, ter sido vítima de abuso sexual. A partir desse relato, instauramos um inquérito policial com o objetivo de elucidar os acontecimentos”, declarou a delegada.

Durante o curso da investigação, uma segunda vítima, que também era colega de trabalho do suspeito, foi identificada, conforme informou a delegada.

“Ao longo do inquérito, surgiu outra vítima, igualmente colega de trabalho desse homem, que descreveu a mesma metodologia criminosa. Assim, ela deixou de ser apenas uma testemunha para também ser considerada vítima”, explicou Zajac.

Ambas as jovens descreveram experiências análogas. Após consumirem a bebida fornecida pelo agressor, elas perderam a consciência e só recobraram os sentidos horas mais tarde, despidas e com dores em diversas partes do corpo.

“Ele oferecia bebidas alcoólicas e as adulterava com substâncias entorpecentes. Em seguida, as vítimas não se lembravam de mais nada, apenas acordavam sem suas vestes, com dores nas partes íntimas e em um estado de grande debilidade”, detalhou a delegada.

A corporação policial ressaltou que o suspeito se valia da relação de confiança estabelecida no ambiente de trabalho para atrair suas vítimas.

“Ele era empregado na mesma companhia e se beneficiava dessa familiaridade para convidar as mulheres para um evento de confraternização. Contudo, tal evento nunca acontecia de fato”, elucidou Zajac.

Com base no conjunto probatório, que incluiu exames periciais, registros de mensagens e depoimentos das vítimas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do indivíduo, a qual foi prontamente decretada pela Justiça. O cozinheiro foi detido na tarde da última quarta-feira (4) e encaminhado à delegacia.

O cozinheiro, originário da Bahia, reside em São Paulo há aproximadamente um ano e meio. A polícia informou que ele já estava sob investigação por supostos crimes de estelionato e furto.

“É possível que existam outras vítimas em razão do modus operandi empregado. Caso haja, solicitamos que procurem a Delegacia de Defesa da Mulher para formalizar a denúncia”, apelou a delegada.

A Polícia Civil, por sua vez, emitiu um alerta sobre a necessidade de cautela em ambientes sociais, especialmente no que tange à aceitação de bebidas.

“É fundamental não aceitar bebidas oferecidas por desconhecidos e, em muitas ocasiões, nem mesmo por pessoas conhecidas. Mantenha sempre vigilância sobre sua própria bebida”, aconselhou Zajac.

Por meio de um comunicado oficial, o Shopping Anália Franco declarou que repudia veementemente qualquer forma de violência, expressou solidariedade às vítimas e garantiu ter colaborado integralmente com as autoridades ao longo da investigação.

O suspeito será processado por dois casos de estupro de vulnerável.

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FONTE/CRÉDITOS: Lucas Tadeu
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