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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
Política

CPI do Crime Organizado chama Ibaneis, Cláudio Castro e Campos Neto para depor

Comissão decidiu convocar Castro e Ibaneis após ausência em convites anteriores; Roberto Campos Neto também foi chamado novamente pelo mesmo motivo.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
CPI do Crime Organizado chama Ibaneis, Cláudio Castro e Campos Neto para depor
© Lula Marques/ Agência Brasil.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) focada no Crime Organizado, no Senado Federal, deu parecer favorável nesta terça-feira (31) para a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha (Distrito Federal) e Cláudio Castro (Rio de Janeiro).

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor da solicitação para Ibaneis, argumentou que o depoimento do ex-chefe do Executivo do DF é fundamental para que a CPI entenda as conexões comerciais do escritório de advocacia de Ibaneis com empresas sob investigação da Polícia Federal. Além disso, busca esclarecer os critérios que guiaram decisões governamentais sobre negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

Vieira ressaltou que, conforme informações iniciais, o escritório de advocacia fundado por Ibaneis teria firmado contratos vultosos com companhias associadas ao Grupo Reag Investimentos e ao Banco Master, ambos alvos de apurações federais. Há também indícios de transferências financeiras incomuns do Grupo J&F para o escritório.

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O senador acrescentou que, durante sua gestão no governo do Distrito Federal, Ibaneis teria “atuado pessoalmente para viabilizar” a aquisição do Banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo banco público distrital. Essa aquisição envolvia créditos questionáveis no valor de cerca de R$ 12,2 bilhões, já vendidos anteriormente pelo Banco Master ao BRB.

Em relação a Cláudio Castro, Vieira afirmou que o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro oferecerá à CPI uma “visão estratégica abrangente e valiosa”. Isso permitirá a investigação de falhas e obstáculos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à sufocação financeira de organizações criminosas, além de mapear a penetração de criminosos no sistema estatal.

Segundo o senador, o Rio de Janeiro se tornou há algum tempo “o campo de testes para as mais elaboradas estratégias do crime organizado no país”.

“Contudo, nos últimos anos, testemunhamos uma transformação preocupante nesse cenário: a outrora clara distinção entre grupos ligados ao tráfico de drogas e milícias compostas por profissionais da segurança pública deu lugar a uma colaboração criminosa, frequentemente chamada de narcomilícia”, explicou.

“É nesse ponto crucial que a oitiva do senhor Cláudio Castro, na qualidade de ex-governador do estado, se mostra não apenas relevante, mas absolutamente essencial para o progresso dos trabalhos desta Comissão”, defendeu Vieira, que é o relator da CPI do Crime Organizado.

Ausências motivam novas convocações

Os membros da CPI optaram por convocar Castro e Ibaneis após ambos não comparecerem aos convites prévios da comissão. Pelo mesmo motivo, o colegiado aprovou uma nova convocação para ouvir Roberto Campos Neto, que esteve à frente do Banco Central entre 2019 e janeiro de 2025.

A nova convocação de Campos Neto também foi proposta por Vieira, após o ex-presidente do Banco Central informar sua impossibilidade de comparecer à reunião da CPI agendada para esta terça-feira.

“Esta convocação [de Campos Neto] não implica, de antemão, qualquer responsabilidade pelos fatos que são objeto desta investigação”, enfatizou Vieira ao solicitar que o ex-presidente do Banco Central seja convocado como testemunha qualificada.

O relator da CPI destacou que “os procedimentos, os mecanismos e as práticas institucionais do Banco Central podem oferecer contribuições significativas para os trabalhos da comissão”.

Além de outras convocações, como a de Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central do Brasil, os senadores aprovaram solicitações de quebra de sigilo de indivíduos e empresas que já haviam sido analisadas anteriormente, em conformidade com as novas exigências estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
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