O Dia de Finados levou milhares de pessoas ao Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, para homenagear entes queridos com flores, limpezas de lápides e momentos de oração. A data é marcada por forte comoção e rituais seculares.
Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu cedo de Cidade Ocidental para manter uma rotina de 32 anos. Ela viajou 47 quilômetros até a capital federal para cuidar do túmulo onde parte de sua família está sepultada.
Ao exibir retratos dos parentes, ela recordou a trajetória de cada um com carinho. Aposentados e familiares destacaram que a visita aos túmulos é uma forma vital de manter viva a memória daqueles que já partiram.
Tradição secular e diversidade religiosa
A prática de rezar pelos mortos em 2 de novembro foi estabelecida no ano 998 pelo monge Odilo de Cluny, na França, chegando ao Brasil com os colonizadores portugueses de fé católica.
Embora tenha raízes católicas, a ocasião também é observada por protestantes e adeptos de religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, que cultuam os ancestrais no início de novembro.
O descanso solene só passou a integrar o calendário oficial de feriados nacionais em dezembro de 2002, por meio da Lei 10.607/2002.