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Sábado, 02 de Maio 2026
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Donald Trump defende imposição de tarifas e se vangloria: ‘ninguém faria essas merdas’

Em discurso para parlamentares republicanos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu sua política de tarifas comerciais, ressaltando o caráter incomum de suas ações no cenário político norte-americano.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Donald Trump defende imposição de tarifas e se vangloria: ‘ninguém faria essas merdas’
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Nesta segunda-feira (09), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a justificativa de sua política de tarifas comerciais durante uma alocução a parlamentares republicanos. Ao abordar os pactos estabelecidos com nações estrangeiras, resultantes da aplicação de impostos sobre bens importados, o líder republicano salientou que suas medidas se destacaram por serem atípicas no panorama político norte-americano.

Durante o encontro, Trump proferiu a declaração: “Não quero me gabar, mas nenhum outro presidente conseguiria fazer algumas dessas merdas que estou fazendo”, enfatizando a audácia de suas iniciativas.

Tais afirmações surgiram no contexto em que o presidente analisava os frutos de sua estratégia de aplicar taxas alfandegárias a variados parceiros comerciais ao longo de seu segundo mandato.

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Tarifas foram derrubadas

Contudo, uma parcela das ações implementadas pela administração Trump foi posteriormente anulada pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Por uma votação de seis a três, a corte optou por validar uma deliberação de uma instância judicial inferior, a qual determinou que o presidente excedeu sua prerrogativa ao estabelecer tarifas universais fundamentadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

A Suprema Corte argumentou que a interpretação governamental interferiria nas competências do Congresso e desrespeitaria a conhecida doutrina das “questões importantes”, que requer uma aprovação explícita do Poder Legislativo para iniciativas de significativo impacto econômico e político.

Em seu parecer, o presidente da Corte, John Roberts, declarou que era imperativo que Trump apresentasse uma autorização inequívoca do Congresso para fundamentar a aplicação das tarifas. Essa resolução resultou de uma ação judicial iniciada por empresas prejudicadas pelos impostos e por doze estados norte-americanos, predominantemente sob administração democrata.

Repercussões nas relações comerciais

As tarifas implementadas pela gestão Trump igualmente geraram consequências no cenário do comércio global, afetando inclusive os laços com o Brasil. Conforme informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram um declínio de 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,7 bilhões, em contraste com os US$ 40,3 bilhões apurados no ano precedente.

Simultaneamente, as importações de bens provenientes dos Estados Unidos aumentaram 11,3%, atingindo a marca de US$ 45,2 bilhões. Desse modo, o Brasil encerrou o ano de 2025 com um saldo negativo de US$ 7,53 bilhões em sua balança comercial com a nação norte-americana.

Em novembro de 2025, a administração norte-americana comunicou a revogação de uma tarifa extra de 40% sobre múltiplos produtos brasileiros. Apesar disso, aproximadamente 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, correspondendo a US$ 8,9 bilhões, continuam sob a incidência das tarifas previamente instituídas.

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FONTE/CRÉDITOS: Marcela Gomes
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