O empresário Pedro Júnior Batista Campos, morto a tiros na noite de quarta-feira (22) em Miguelópolis (SP), havia denunciado recentemente esquemas de prostituição ilegais que, segundo ele, funcionavam na região. Poucos dias após relatar as suspeitas, Pedro foi executado na porta de um bar, em circunstâncias que agora são investigadas pela Polícia Civil.

Foto: Reprodução
Pedro era dono de um restaurante em um condomínio de luxo às margens do Rio Grande, era casado e pai de um menino de 10 anos. Conhecido por receber artistas e clientes de alto padrão, o empresário também mantinha forte presença nas redes sociais, onde compartilhava momentos do cotidiano e registros com personalidades, como o cantor sertanejo Zé Neto, da dupla com Cristiano.
De acordo com informações obtidas por pessoas próximas, Pedro vinha afirmando ter conhecimento de atividades ligadas à exploração sexual e prostituição ilegal em áreas próximas ao seu estabelecimento. Ele teria comentado que pensava em levar o caso às autoridades, por se sentir ameaçado. O conteúdo dessas denúncias e o possível envolvimento de terceiros agora serão apurados pelos investigadores.
O crime aconteceu na Avenida Leopoldo Carlos de Oliveira, uma das principais vias da cidade. Pedro estava com um amigo quando o autor dos disparos, Marcos Vinícius Sacardo, de 35 anos, se aproximou. Após uma discussão, Sacardo atirou seis vezes contra o empresário e fugiu logo em seguida. Pedro foi socorrido pelo Samu, mas morreu ao dar entrada no pronto-socorro de Miguelópolis.
Antes do homicídio, um áudio divulgado pela imprensa mostrou Pedro ameaçando o atirador:
“Eu vou te achar hoje e vou te mandar pro inferno. Você vai ver se eu não dou um tiro na sua cara… Eu matar você e vou preso, mas eu vou te matar.”
Inicialmente, a Polícia Civil tratava o caso como resultado de uma dívida entre as partes, mas agora as investigações devem incluir a possível ligação entre as denúncias feitas por Pedro e o crime.
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