Formalizada por medida provisória, a terceira fase do programa de renegociação conhecida como Desenrola 3.0 inaugura uma estratégia inédita. A União passará a adquirir carteiras de débitos inadimplidos por meio de leilões específicos, transferindo integralmente o abatimento obtido para o devedor.
Essa abordagem difere das etapas anteriores, onde as negociações ocorriam de maneira direta entre os credores e os cidadãos negativados. O plano do governo federal mira um volume expressivo de passivos financeiros.
Expectativa de alcance e valores
A projeção oficial indica que até R$ 150 bilhões em débitos poderão ser elegíveis nesta nova etapa. A iniciativa tem potencial para atender cerca de 15 milhões de pessoas em todo o país.
O programa abrangerá obrigações financeiras que variam até o limite de R$ 10 mil, calculadas pelo valor original. Os atrasos devem obrigatoriamente estar compreendidos entre 720 e 1.645 dias.
Como funcionará a operação
O processo estruturado pelo governo ocorrerá em etapas bem definidas. Inicialmente, a União fará os leilões para comprar as carteiras das instituições.
Os credores apresentarão propostas que serão classificadas pelo maior deságio oferecido. O desconto conquistado será repassado por completo ao consumidor.
Posteriormente, o cidadão poderá optar pela quitação à vista ou pelo parcelamento do saldo restante. As diretrizes para o parcelamento ainda serão formalizadas pelo Conselho Monetário Nacional.
Cronograma de implementação
O andamento da medida seguirá um calendário específico divulgado pelas autoridades competentes. Os editais de chamamento para as propostas ocorrem nos próximos meses.
A homologação dos lances vencedores está programada para o início de 2027. Já a assinatura dos contratos e o repasse efetivo aos consumidores começam em fevereiro.