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Domingo, 13 de Setembro 2026
Política

Entidades lançam a campanha agroecologia nas eleições e cobram compromissos em SP

Documento assinado por dezenas de organizações cobra incentivo à agricultura familiar, restrição aos agrotóxicos e segurança alimentar no estado.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Entidades lançam a campanha agroecologia nas eleições e cobram compromissos em SP
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Com o objetivo de comprometer os candidatos ao pleito deste ano em São Paulo, entidades da sociedade civil lançaram a iniciativa de agroecologia nas eleições. A proposta reúne uma carta de compromissos direcionada a postulantes aos cargos do Executivo e do Legislativo paulista, cobrando medidas concretas para o combate à fome e a preservação ambiental.

Demandas prioritárias para o campo e as cidades

Elaborado por grupos como a Articulação Paulista de Agroecologia, o Movimento Urbano de Agroecologia (Muda), o Coletivo Banquetaço e a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos, o documento já recebeu o apoio de mais de 20 organizações. Entre os signatários estão a Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST SP) e o Fórum Paulista de Soberania e Segurança Alimentar.

As diretrizes apresentadas buscam fortalecer a agricultura familiar, comunidades indígenas, quilombolas e assentados. A intenção é democratizar o acesso à terra e viabilizar recursos financeiros, técnicos e administrativos para a produção de alimentos saudáveis em todo o estado.

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No âmbito urbano, a plataforma defende a expansão da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP). As entidades destacam a importância de implementar hortas comunitárias voltadas ao cultivo agroecológico e à compostagem, especialmente em prédios públicos e estabelecimentos de ensino.

Controle de defensivos e apoio acadêmico

Outro ponto central da pauta é o combate rigoroso ao uso de defensivos agrícolas. A proposta exige a imediata proibição da pulverização aérea próximo a escolas, mananciais e comunidades, além da criação de laboratórios estaduais para monitorar resíduos tóxicos na água e nos alimentos.

A mobilização conta ainda com o suporte de núcleos de pesquisa de importantes instituições de ensino superior, como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em São Roque.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
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