Gustavo Marques, ex-funcionário da cantora Marília Mendonça, relembrou a reação de familiares e amigos ao receber a notícia da morte da artista. O assunto voltou à tona após o acidente aéreo que tirou a vida da cantora completar quatro anos.
Em entrevista ao podcast ‘Tem Base Podcast’, Gustavo relatou como os momentos iniciais da tragédia foram vividos nos bastidores. Ele também contou que o cantor Murilo Huff, pai do filho da artista, chegou a jogar um telefone na parede após o choque da confirmação.
Gustavo descreveu como tomou conhecimento do acidente: “Eu estava trabalhando em casa, home office, ainda na pandemia. Recebi as primeiras informações por fãs, que comentavam sobre uma live porque aconteceu o sumiço ou a queda do avião. As notícias começaram a chegar desencontradas.”
Em seguida, ele explicou a confusão dos primeiros rumores:
“No primeiro momento, a gente duvida. A informação inicial que chega é que está tudo bem. Mas eu me perguntei: ‘Como tudo bem, se o avião está lacrado?’. Na TV, toca o plantão da Globo dizendo que ‘a Marília está bem’ e aquilo deixava tudo ainda mais estranho.”
O profissional contou que decidiu ir até o condomínio da cantora, onde se deparou com a movimentação da imprensa:
“Peguei minhas coisas e fui processando tudo com a cabeça a mil. Fui pro banho, tentando digerir tudo, e disse pra mim mesmo: ‘Vou até o escritório’. Quando cheguei ao condomínio, a rua já estava bloqueada pela imprensa. Foi o primeiro impacto real de tudo.”
Gustavo afirmou que, inicialmente, não entrou na residência e permaneceu do lado de fora, sentado na calçada. Ao enviar mensagens para a equipe, começou a ouvir a reação da família:
“Eu estava na porta da casa dela gravando um áudio no grupo de criação. Foi quando começaram os gritos. Um telefone foi arremessado e estourou na parede, acredito que quem jogou foi o Murilo. A família chorava à minha esquerda e eu só consegui baixar a cabeça.”
Reação das amigas
Ele também mencionou como encontrou a dupla sertaneja Maiara & Maraisa, que ajudou nos preparativos do velório:
“Fomos para a casa da Dani, na mesma rua, porque precisávamos organizar o velório. Era tudo em câmera lenta. Quando cheguei lá, encontrei as duas: pálidas, abatidas, em choque.”
Gustavo disse que a emoção do momento ficou ainda mais clara quando conversou com Maiara, que mostrou mensagens enviadas por Maraisa horas antes do acidente:
“Vi o momento exato em que o olhar da Maiara mudou. Ela chegou ao meu lado e me mostrou conversas no WhatsApp do grupo delas. Maraisa, às 4h da manhã, havia escrito: ‘Te amo’. Aí veio um áudio da Marília dizendo: ‘Que isso… será que vou morrer? Que estranho’. Aquilo acabou com a gente.”
Organização do velório
Na sequência, Gustavo comentou sobre a logística do evento de despedida:
“Enquanto tudo acontecia, eu recusava centenas de ligações. A partir dali, começou a se organizar um evento: pulseiras, credenciamento, separação da família. Era um cenário triste e macabro, mas necessário naquele momento.”
Por fim, ele recordou como a tragédia afetou sua vida pessoal:
“Passei a noite chorando. Meu filho, ainda pequeno, perguntava: ‘Por que meu pai está chorando?’. Minha esposa ficou desesperada e muito preocupada comigo. Foi uma tempestade de dor.”
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