O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias essenciais que consolidam a expansão da exportação nacional. Com os acordos, Bangladesh passou a aceitar material genético bovino e bubalino, enquanto a Colômbia foi autorizada a importar produtos voltados para animais de estimação.
Essa nova conquista comercial foi anunciada em conjunto pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE). A medida reforça o dinamismo do setor externo do país no atual cenário econômico.
No caso de Bangladesh, as autoridades locais liberaram a importação de embriões bovinos e bubalinos por meio de diferentes técnicas reprodutivas. Também foram autorizados o envio de sêmen bovino e animais vivos com foco no aprimoramento genético dos rebanhos locais.
O mercado asiático tem grande relevância. Em 2025, Bangladesh comprou mais de US$ 2,66 bilhões em mercadorias do agronegócio do Brasil, destacando-se itens sucroalcooleiros, soja e derivados, além de fibras têxteis.
Por sua vez, a Colômbia abriu espaço para a compra de alimentos destinados a pets. A autorização abrange produtos mastigáveis desidratados que possuem origem tanto bovina quanto suína.
As importações colombianas de itens agropecuários brasileiros ultrapassaram US$ 873 milhões em 2025. O café e os produtos florestais lideraram as compras daquele país vizinho.
Impacto nas negociações internacionais
Com essas liberações recentes, o agronegócio do país acumula 721 aberturas comerciais desde janeiro de 2023. O resultado positivo é fruto da atuação conjunta entre o Mapa e o Itamaraty.
Essas ações fazem parte de uma diretriz ampla para diversificar os destinos das vendas externas. A estratégia busca mitigar possíveis barreiras e fortalecer a presença dos produtos nacionais em múltiplos mercados globais.