Um belo e impressionante halo solar surgiu nesta terça-feira (25) nos céus de diversas cidades do Centro-Oeste, chamando a atenção de moradores que registraram o anel luminoso, inclusive na capital federal, Brasília (DF). O evento óptico, que lembra um arco-íris ao redor do Sol, gerou curiosidade na população local, mas especialistas garantem que se trata de uma ocorrência natural e comum.
A meteorologista Andrea Ramos explica que a manifestação visual acontece devido à interação da luz com a atmosfera. “É muito bonito de se visualizar. O halo solar é um fenômeno óptico, atmosférico, que forma um anel luminoso e colorido ao redor do Sol”, detalha a profissional que atua em Brasília.
Cuidados e mitos populares
Apesar da crença popular de que o anel colorido sirva como um aviso meteorológico, a especialista descarta essa possibilidade. “Não é alerta de chuva. Na sabedoria popular, o halo costuma indicar condição de instabilidade ou mesmo a frente fria, mas não tem nada a ver”, afirma.
Além disso, o evento físico transcorre de forma totalmente natural, sem nenhuma relação com alterações extremas nas temperaturas solares ou emissão de radiações nocivas ao planeta.
A única cautela necessária envolve a saúde ocular. A meteorologista alerta que a população jamais deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, pois a prática pode gerar sérios danos à retina. “Essa é a única preocupação realmente. É um fenômeno muito bonito”, pontua.
Como o halo solar se forma?
O processo científico por trás do espetáculo celeste envolve nuvens do tipo cirrostratus. Essas formações ficam situadas em grandes altitudes, entre cinco e dez quilômetros, criando um véu transparente e esbranquiçado no céu.
O anel surge porque essas nuvens carregam minúsculos cristais de gelo com formato hexagonal. “Esses cristais funcionam como pequenos prismas. A luz entra, ocorre a refração, e se divide em cores do espectro visível”, conclui a especialista.