A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reafirmou o cancelamento das etapas da Fórmula 1 programadas para abril no Bahrein e na Arábia Saudita. A decisão foi mantida mesmo após uma investida dos organizadores sauditas para reverter a situação, que incluía a oferta de um sistema de defesa antimísseis para proteger o circuito de Jeddah. Contudo, essa proposta não foi suficiente para alterar o posicionamento da entidade, que considerou a crescente instabilidade na região e os riscos inerentes à realização de eventos de grande porte. O cenário de conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã foi um fator crucial para a avaliação.
O presidente da federação, Mohammed Ben Sulayem, detalhou a justificativa oficial, enfatizando a prioridade máxima da segurança. "A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e de nossos colegas em primeiro lugar", declarou. Ele acrescentou que "após uma análise cuidadosa, tomamos essa decisão, estando plenamente conscientes dessa responsabilidade. Desde o início da guerra, o Bahrein e a Arábia Saudita têm sido repetidamente alvo de ataques com drones e mísseis lançados pelo Irã."
A ocorrência de ataques frequentes no Bahrein e na Arábia Saudita desde o início do conflito elevou o nível de alerta das autoridades esportivas, influenciando diretamente o calendário da categoria. A incerteza quanto à segurança, aliada a potenciais riscos logísticos e operacionais, foi determinante para a manutenção do cancelamento.
A Fórmula 1 já havia enfrentado uma conjuntura similar em 2022, também em Jeddah, quando uma instalação da petrolífera Aramco foi atingida durante o fim de semana do Grande Prêmio. Naquela ocasião, apesar das discussões sobre uma possível interrupção, a corrida prosseguiu por já estar em andamento. Desta vez, com maior antecedência e diante de um panorama considerado mais delicado, a entidade optou por não realizar as etapas programadas.