Um estudo apresentado nesta segunda-feira (24), na reunião anual da Sociedade de Radiologistas da América do Norte (RSNA), em Chicago, Estados Unidos, revelou uma associação curiosa, e inédita, entre alterações no formato do bumbum e o risco de diabetes tipo 2. Segundo as pesquisadoras britânicas responsáveis pela análise, o glúteo máximo reage ao descontrole da glicose de maneiras diferentes em homens e mulheres, e essas mudanças podem ser detectadas por mapeamento tridimensional.
A pesquisa avaliou 61 mil ressonâncias magnéticas do UK Biobank, criando modelos 3D detalhados do músculo. A ideia não era medir tamanho ou acúmulo de gordura, mas avaliar a forma e pequenas modificações estruturais, que podem funcionar como marcadores metabólicos.
“Pessoas com melhor condicionamento físico apresentam um formato de glúteo máximo mais pronunciado. Já envelhecimento, fragilidade e longos períodos sentados aparecem ligados a perda de massa muscular”, explica a médica Marjola Thanaj, coautora do estudo.
Diferenças entre homens e mulheres
Um dos achados mais surpreendentes é que o mesmo problema, glicose elevada, gera respostas opostas no corpo masculino e feminino.
Homens com diabetes tipo 2 apresentam atrofia focal no glúteo máximo, com retração de até 0,4 mm, enquanto mulheres com diabetes tipo 2 exibem expansão do músculo, até 0,49 mm, causada provavelmente por infiltração de gordura entre as fibras.
O glúteo máximo, maior músculo do corpo humano, é fundamental para caminhar, correr e estender as pernas. Por isso, alterações na estrutura podem refletir diretamente nas condições metabólicas.
“O mapeamento 3D permitiu identificar exatamente onde o músculo muda, o que dá uma visão muito mais precisa do impacto da doença”, afirma Thanaj.
Estilo de vida também transforma o glúteo
Além do diabetes, o estudo encontrou outros fatores capazes de alterar a forma do músculo, como alto nível de atividade física ou baixo consumo de álcool. Já outros fatores são associados a retração muscular, como idade avançada, osteoporose e longos periodos sentado.
Os resultados reforçam que o corpo reage de maneira integrada: o bumbum pode ser um marcador silencioso de hábitos de vida e da saúde metabólica.
Embora inovadores, os dados ainda precisam ser confirmados por estudos adicionais, segundo as autoras.
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