A Polícia Civil de São Paulo prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que aplicava o golpe do “chupa-cabra”, um esquema fraudulento usado para roubar idosos em caixas eletrônicos.
De acordo com a investigação, a quadrilha instalava mecanismos nos caixas eletrônicos que impediam a devolução do cartão após a inserção.
Quando o cliente tentava retirar o cartão e não conseguia, integrantes do grupo fingiam ajudar e orientavam a vítima a ligar para uma falsa central de atendimento.
Durante a ligação, os golpistas se passavam por funcionários do banco e pediam que a pessoa digitasse ou revelasse a senha, permitindo o saque e uso indevido dos valores.
As principais vítimas eram idosos, escolhidos por apresentarem menor familiaridade com tecnologia bancária. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o grupo aplicou o golpe em pelo menos oito cidades do interior de São Paulo:
Adamantina, Cândido Mota, Junqueirópolis, Martinópolis, Ourinhos, Palmital, Pirajuí e Presidente Prudente.
Até o momento, oito vítimas foram identificadas.
Operação e prisões
A operação policial contou com 64 agentes civis e 16 viaturas, reunindo equipes do Deinter-8 e do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Foram cumpridos sete mandados de prisão e oito mandados de busca em endereços da capital e do interior.
Durante as buscas, a polícia apreendeu máquinas de cartão, chips de telefonia, dispositivos eletrônicos usados nas fraudes e cerca de R$ 2,4 mil em espécie. Cinco pessoas foram presas em flagrante, e outras duas ainda são procuradas.
O prejuízo total identificado até agora é de cerca de R$ 48 mil, mas a polícia acredita que mais vítimas possam surgir. As autoridades reforçam o alerta para que ninguém forneça senhas por telefone, nem aceite ajuda de estranhos em caixas eletrônicos.
Origem do nome “chupa-cabra”
O golpe é conhecido como “chupa-cabra” por “sugar” o cartão do cliente, sem devolvê-lo. Apesar de antigo, o método tem ganhado novas versões tecnológicas, combinando engenharia social e manipulação digital para enganar vítimas em todo o país.
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