A proximidade do período eleitoral faz as emissoras de televisão retomarem uma preocupação recorrente: os impactos do horário eleitoral gratuito na audiência. A interrupção da programação, para a exibição obrigatória da propaganda política, costuma provocar queda no número de telespectadores e altera significativamente o desempenho das faixas seguintes.
Historicamente, Globo, Record, SBT, Band e RedeTV! enfrentam o mesmo problema. Em vez de permanecer diante da TV aberta, parte do público migra para a televisão por assinatura, plataformas de streaming, YouTube e redes sociais, comportamento que se intensificou nos últimos anos com a ampliação das opções de consumo de vídeo.
Outro desafio é recuperar o telespectador depois do encerramento do bloco eleitoral. Nem sempre quem deixa a programação retorna imediatamente, obrigando as emissoras a reforçar chamadas, reorganizar a grade e apostar em atrações de grande apelo para reduzir o impacto da evasão de audiência.
É uma situação que se repete a cada eleição. A propaganda eleitoral é um instrumento importante para a democracia, mas, do ponto de vista da televisão aberta, representa um dos períodos mais delicados do ano, tanto pelos reflexos nos índices de audiência quanto pelos desafios comerciais e de programação que impõe às emissoras.