A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,70% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador aponta uma reversão expressiva em relação à deflação de -0,40% observada em agosto.
Com esse avanço, o índice acumula alta de 4,47% no período de 12 meses. O principal motor dessa aceleração foi o encarecimento da energia elétrica residencial, impulsionado pelo término do desconto conhecido como bônus de Itaipu.
Comportamento dos grupos
Para chegar ao índice geral, o IBGE monitora nove categorias de produtos e serviços. O grupamento de habitação liderou as pressões inflacionárias do mês com variação de 2,07%, seguido por despesas pessoais (0,96%) e transportes (0,60%).
A energia elétrica subiu 7,42%, exercendo o maior impacto individual no indicador de setembro. O ajuste ocorreu porque o mês anterior havia sido beneficiado por créditos extraordinários na fatura.
Alimentação e transportes
No setor de alimentação e bebidas, a alta foi de 0,40%, rompendo a sequência de quedas anterior. O tomate disparou 20,76%, enquanto o arroz subiu 2,39%. Por outro lado, itens como o feijão carioca (-6,33%) e a cebola (-4,41%) registraram as principais baixas.
Entre os transportes, as passagens aéreas saltaram quase 10%, pressionando o custo de vida nas principais regiões metropolitanas analisadas pela pesquisa.