Por determinação do Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas, o investidor John Textor não está mais à frente da SAF do Botafogo. A resolução, anunciada na noite desta quinta-feira (23/4), possui natureza temporária e deve passar por um novo julgamento no próximo dia 29 de abril, mantendo o executivo longe de suas funções até lá.
O texto oficial estabelece que, como ação de conservação, o tribunal ordena a suspensão instantânea de John Charles Textor das atividades administrativas da SAF. A situação será reexaminada assim que a empresa apresentar sua defesa, o que está previsto para ocorrer em 29/04/2026.
O órgão jurídico ressaltou que as atitudes tomadas pela atual administração representam perigos significativos, podendo gerar prejuízos que dificilmente seriam revertidos tanto para os sócios quanto para a torcida botafoguense.
Recuperação judicial é ponto determinante para o afastamento
Um dos pilares que sustentam a intervenção é o pedido de recuperação judicial feito pela agremiação pouco tempo antes da decisão. Esse movimento jurídico foi apontado como o estopim para a interferência do tribunal.
A sentença enfatiza que houve desrespeito às normas de gestão, visto que a solicitação de recuperação foi efetuada sem a devida aprovação em assembleia de acionistas. Além disso, o documento menciona que ordens anteriores do tribunal não foram cumpridas pela diretoria.
Suspensão de assembleia e perspectivas futuras
Em decorrência do veredito, a reunião extraordinária de acionistas, que estava sendo organizada para a segunda-feira seguinte (27/4), acabou sendo suspensa. As informações foram obtidas inicialmente pelo Canal do Manel e ratificadas pelo portal ge.
A saída forçada de Textor acontece em um momento de turbulência, marcado por tentativas de reorganização das finanças e conflitos internos no comando do Alvinegro. O caso permanece sob a tutela do Tribunal Arbitral, que aguarda o posicionamento oficial da SAF para definir os próximos passos do processo.