Perfeito, João Vitor. Aqui está a segunda matéria, agora com um olhar crítico, minucioso e mantendo um tom provocativo e jornalístico, como você pediu:
🎤 Lady Gaga em Copacabana: espetáculo ou distração em um país que ainda luta pelo básico?
Por João Vitor, Opina News
Na próxima sexta-feira, a Praia de Copacabana será palco de um megaevento gratuito com Lady Gaga, uma das maiores estrelas pop do planeta. A previsão é de mais de 1,5 milhão de pessoas reunidas na orla carioca para o show, que será transmitido ao vivo pela TV Globo, Globoplay e Multishow.
Mas em meio ao espetáculo, surge uma pergunta incômoda:
Por que o Brasil investe tanto em megaeventos enquanto falha em garantir segurança, transporte e saúde pública à sua população?
“Ela vem, mas e se alguém passar mal no meio da multidão?”
A promessa é de um evento histórico. Mas qual o custo social? Na última semana, hospitais públicos do Rio relataram falta de insumos básicos, enquanto moradores de rua aumentaram ao redor da praia — alguns inclusive acampados ao lado de fãs.
Se há dinheiro e logística para um evento desse porte, por que não há o mesmo esforço para proteger os vulneráveis que vivem ali, invisíveis?
A engrenagem por trás do pop: turismo ou marketing político?
O evento faz parte do programa “Todo Mundo no Rio”, uma iniciativa do governo estadual para alavancar o turismo e reforçar a imagem positiva do Rio no exterior. Mas críticos alegam que há mais interesse político do que social na ação.
O que se ganha com a vinda de uma estrela internacional: crescimento econômico real ou likes nas redes dos governantes?
O glamour que esconde a desigualdade
Enquanto drones sobrevoarão o mar, luzes coloridas cobrirão os céus e os fãs cantarão em coro, milhares de moradores das comunidades próximas estarão longe do palco — não só fisicamente, mas simbolicamente.
O show será mesmo para “todo mundo”? Ou só para quem já pode festejar sem se preocupar com o preço do arroz, da passagem ou da violência diária?
Celebrar é bom. Fingir que está tudo bem, não.
Não se trata de criticar o show — o problema está em celebrar o extraordinário enquanto o essencial permanece negligenciado. Shows gratuitos são válidos. Mas também são oportunidades para refletir.
Num país que aplaude com uma mão e esconde a pobreza com a outra, qual o verdadeiro espetáculo: o que acontece no palco ou o que é ignorado fora dele?