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Lua Blanco, o Outubro Rosa e o alerta que fica: alimentação como aliada na prevenção do câncer

Embora a causa da morte de Lua tenha sido outro tipo de câncer, o Outubro Rosa nos convida a olhar para a saúde da mulher de forma integral

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Lua Blanco, o Outubro Rosa e o alerta que fica: alimentação como aliada na prevenção do câncer
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A morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, neste domingo (18/10), trouxe um tom de luto a um mês que deveria ser de conscientização e esperança. Conhecida como a Roberta de Rebelde Brasil, Lua enfrentava um câncer e faleceu em pleno Outubro Rosa. A coincidência é dolorosa, mas reforça a urgência de falarmos sobre prevenção. Principalmente hoje, que é Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama.

Embora a causa da morte de Lua tenha sido outro tipo de tumor, o Outubro Rosa nos convida a olhar para a saúde da mulher de forma integral. O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil e no mundo. E se, por um lado, não podemos controlar fatores genéticos, por outro, temos em mãos ferramentas poderosas para reduzir o risco: a alimentação e o estilo de vida.

O que a ciência diz sobre alimentação e risco de câncer de mama

Não existe um “alimento milagroso” que previna o câncer de mama isoladamente. A evidência científica mais robusta aponta para o padrão alimentar como um todo, e não para nutrientes isolados.

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a prevenção baseia-se na redução da exposição a fatores de risco modificáveis. Manter o peso corporal adequado, praticar atividade física regular e adotar uma alimentação saudável são medidas que podem reduzir o risco de desenvolver a doença .

Uma revisão sistemática recente, publicada no âmbito do Global Cancer Update Programme, reforçou essa direção: dietas ricas em frutas, vegetais, grãos integrais e cereais, com baixo consumo de carne vermelha e processados, estão associadas a um menor risco de câncer de mama. O mesmo estudo sugere que padrões alimentares ocidentais (ricos em carnes, gordura e álcool) podem aumentar o risco, especialmente após a menopausa .

O papel do nutricionista: traduzindo evidências para o prato

1. Faça dos alimentos de origem vegetal a base da alimentação

Frutas, legumes, verduras, leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e grãos integrais devem ocupar o centro do prato. Eles fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos que atuam na regulação hormonal e no combate à inflamação crônica .

2. Mantenha um peso corporal saudável

O excesso de tecido adiposo, especialmente após a menopausa, está associado a maior risco de câncer de mama. A meta não é a estética, mas a saúde metabólica .

3. Limite o consumo de carnes processadas e ultraprocessados

Embora a maior parte das evidências sobre carne processada e câncer se refira ao câncer colorretal, o excesso desses alimentos contribui para ganho de peso e inflamação, fatores indiretamente ligados ao risco de câncer de mama. A recomendação é priorizar proteínas menos processadas, como peixes, ovos, frango e feijões .

4. Evite o consumo de bebidas alcoólicas

O álcool é um fator de risco estabelecido para o câncer. Quanto menor o consumo, menor o risco. Não há nível “seguro” comprovado, por isso a orientação é não consumir.

5. Amamente, se puder

A amamentação é uma prática protetora reconhecida para o câncer de mama. O INCA destaca que amamentar pelo maior tempo possível contribui para a redução do risco . Um lembrete importante: prevenção não é culpa

É fundamental que esta conversa não se transforme em culpa. Nenhuma pessoa “deixa de se prevenir” porque come um bolo no fim de semana. A prevenção é um processo contínuo, feito de escolhas conscientes na maior parte do tempo, e não de perfeição.

Lua Blanco partiu jovem, e sua morte nos lembra que a saúde é frágil e que o tempo é precioso.

Que este Outubro Rosa seja mais do que laços cor-de-rosa, seja um convite a olhar para o próprio prato, para o próprio corpo, e para a própria saúde com o cuidado que ela merece. E lembre-se: homens também podem ser acometidos pelo câncer de mama. Faça o autoexame. Vá ao médico. Cuide da sua alimentação. E viva.

FONTE/CRÉDITOS: Adriane Dias
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