Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 30 de Outubro 2026

Saiba Mais
Direitos Humanos

MPF e PF investigam denúncias de violência contra povos indígenas no Mato Grosso do Sul

Articulação aponta mais de 30 casos de agressões e ameaças após o segundo turno das eleições, mobilizando órgãos federais.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
MPF e PF investigam denúncias de violência contra povos indígenas no Mato Grosso do Sul
© Valter Campanato/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal buscam esclarecer denúncias de violência contra povos indígenas em Mato Grosso do Sul. As comunidades relatam uma escalada preocupante de ameaças após o término do segundo turno das eleições presidenciais.

Conforme dados da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 30 episódios de violência foram contabilizados no estado e estariam ligados ao processo eleitoral recente.

Um dos episódios mais graves ocorreu na aldeia Jaguapiré, situada em Tacuru. Na ocasião, a residência de uma rezadeira de 90 anos foi destruída por um incêndio criminoso.

Publicidade

Leia Também:

Além da moradia da idosa, o fogo consumiu artefatos sagrados essenciais para os rituais tradicionais do povo Kaiowá e Guarani.

Em gravações compartilhadas nas redes sociais, lideranças indígenas exigiram rigor na identificação e punição dos culpados por tais violações.

Ameaças e áudios

As tensões aumentaram com a circulação de áudios atribuindo o resultado das urnas à participação dos eleitores originários.

Em um dos registros, um servidor público municipal sugeriu colocar veneno no sistema de abastecimento de água de uma aldeia local.

Diante da repercussão, a prefeitura local afastou o funcionário temporariamente e abriu um procedimento interno para apurar os fatos.

Resposta das autoridades

O MPF em Mato Grosso do Sul instaurou procedimentos específicos para verificar a veracidade das acusações encaminhadas pela Apib.

Enquanto algumas ocorrências foram tratadas como boatos em cidades como Naviraí, os casos em Tacuru resultaram em prazos para esclarecimentos oficiais.

O governo federal também reagiu aos episódios. Uma força-tarefa interministerial foi estruturada para centralizar o recebimento de denúncias e garantir a segurança das comunidades.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR