Em meio à dor e revolta pelo assassinato da filha, Ana Alice Santos França, de 11 anos, o pai da menina, Flávio Antunes de França, fez um forte desabafo durante o enterro, realizado neste sábado (15) no cemitério municipal de Serrana (SP).
Ana Alice morreu na última quinta-feira (13) com sinais de violência sexual e enforcamento. O padrasto dela, Douglas Junior Nogueira, de 32 anos, foi preso temporariamente pela Polícia Civil neste sábado, em Santa Rosa de Viterbo (SP).
“Tiraram o ouro de mim”
Flávio Antunes de França usou uma camiseta feita para o batismo da filha como forma de homenagem e compartilhou as lembranças da menina.
“Era uma menina doce, educada, meiga, rezava comigo. Me ensinou uma oração, pegava na minha mão e quando eu esquecia, ela falava: ‘pai, cadê a mão’. Pegava na minha mão pra rezar. Isso aí eu nunca vou esquecer na minha vida. Tiraram o ouro de mim, a minha filha,” disse o pai.
O pai cobrou que o responsável pelo crime seja punido de forma severa, manifestando-se favorável à pena de morte para crimes de natureza sexual.
“Violentaram minha filha, enforcaram minha filha, mataram minha filha, gente, pelo amor de Deus. Tem que ter lei nesse Brasil. Essa pessoa não tem Deus. Tem que ter uma pena mais vigorosa. Estupro, tem que ter pena de morte para esse tipo de pessoa,” desabafou Flávio.
Prisão e Investigação
O padrasto da menina, Douglas Junior Nogueira, foi preso temporariamente na tarde de sábado (15) na casa da mãe.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Serrana como estupro de vulnerável.
Ana Alice foi encontrada desacordada em casa pelo padrasto na terça-feira (11) e encaminhada ao Hospital das Clínicas (HC-UE) em Ribeirão Preto (SP), onde morreu dois dias depois.
Inicialmente, o caso foi tratado como tentativa de suicídio por conta de um cordão enroscado no queixo. No entanto, o cenário mudou após os médicos identificarem material semelhante a sêmen no corpo da menina e lesões na região genital e hematomas no pescoço.
A polícia aguarda a conclusão de laudos periciais, incluindo o do Instituto Médico Legal (IML), para avançar na investigação. Objetos pessoais do padrasto e celulares dos envolvidos foram apreendidos.
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