A decisão da Polícia Militar de São Paulo de conceder a aposentadoria ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de assassinar a policial Gisele Alves Santana, gerou forte indignação entre os pais da vítima. Mesmo detido, o oficial terá direito a remuneração, conforme portaria divulgada nesta quinta-feira (2/04), provocando a manifestação da família em um vídeo enviado ao portal LeoDias.
Em seu depoimento, o pai da policial, José Simonal, expressou profunda tristeza e questionou a justiça da medida. “Boa tarde a todos, eu vim aqui triste que acabou de sair na imprensa, né? Sobre a aposentadoria dele. Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar um salário para um monstro desse, covarde, que matou sua mulher, colega de farda, porque disse disse não para ele? Para aposentar ele foi rápido. Para minha filha sobrou o caixão e o luto para a família”, declarou ele, visivelmente abalado.
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A mãe de Gisele, Marinalva Vieira, também manifestou sua indignação, classificando a decisão como “muito revoltante”. “É muito revoltante, viu? Ver um assassino desse ser aposentado. Viu? É muito triste para nós, viu? Revoltante também. Um assassino desse se aposentar assim tão rápido”, afirmou ela.
A reação dos familiares surge após a publicação de uma portaria de inatividade pela Polícia Militar de São Paulo, que formaliza a transferência do tenente-coronel para a reserva. O documento foi emitido e assinado pela Diretoria de Pessoal da corporação.
Conforme a portaria, o militar tem direito à aposentadoria com base em critérios etários proporcionais, garantindo-lhe vencimentos integrais. Essa medida foi implementada mesmo com o oficial estando detido e acusado de feminicídio.
Em decorrência dessa decisão, Geraldo Leite Rosa Neto continuará a receber sua remuneração. Antes de sua prisão, em fevereiro de 2026, seu salário bruto registrado era de R$ 28,9 mil, conforme informações disponíveis no Portal da Transparência do Governo de São Paulo.