Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 19 de Junho 2026
Carregando jogos...
Geral

PicPay e BRB são investigados por suposta fraude em crédito consignado de servidores do DF

Ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios apura descontos irregulares na folha de pagamento de empregados distritais.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
PicPay e BRB são investigados por suposta fraude em crédito consignado de servidores do DF
© Valter Campanato/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, nesta sexta-feira (19), uma operação abrangente para investigar um esquema de fraude na folha de pagamento de servidores públicos do DF. A ação mira irregularidades em crédito consignado, com o PicPay e o Banco de Brasília (BRB) figurando entre os principais alvos da apuração.

A investigação se concentra na suspeita de que contratos de crédito consignado firmados há mais tempo teriam provocado descontos irregulares nos salários de empregados públicos do Distrito Federal. Essa prática teria beneficiado indevidamente empresas privadas, associações e até mesmo alguns servidores.

Foram emitidos 50 mandados judiciais de busca e apreensão, cumpridos em Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Entre os envolvidos, destacam-se o banco digital PicPay e seu presidente-executivo, Eduardo Chedid Simões, além do Banco de Brasília (BRB), uma instituição financeira estatal com o Governo do Distrito Federal (GDF) como principal acionista.

Publicidade

Leia Também:

Os mandados, expedidos pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), também alcançam a Secretaria de Economia do Distrito Federal, diversas associações de servidores e indivíduos. Entre as pessoas físicas investigadas está Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

Costa já se encontra detido desde abril, sendo alvo da Operação Compliance Zero, que investiga crimes financeiros supostamente cometidos por executivos do Banco Master. Essa operação anterior apura a colaboração de políticos e agentes públicos em delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.

Em comunicado oficial, a Secretaria de Economia do Distrito Federal e Territórios confirmou a apreensão de equipamentos de trabalho de seus servidores por promotores e policiais civis. A pasta ressaltou que os acordos de crédito consignado sob investigação foram estabelecidos em gestões passadas.

O órgão distrital enfatizou que a apuração se concentra na conduta de agentes públicos específicos, e não na atuação institucional da própria Secretaria. A entidade garantiu total colaboração com as investigações, oferecendo o apoio necessário para as diligências e a coleta dos materiais requisitados pelo MPDFT e pela Justiça.

O PicPay, por sua vez, manifestou-se negando qualquer irregularidade em suas operações. A empresa refutou as acusações de que estaria realizando cobranças indevidas em contratos de crédito consignado firmados por servidores públicos do DF.

A instituição financeira explicou que os valores antecipados eram creditados diretamente no cartão do cliente, após solicitação feita pelo próprio servidor via aplicativo, sem a intervenção de intermediários ou associações, e sem custos adicionais nesta modalidade. O banco reafirmou que seus produtos cumprem as normas vigentes e passam por rigorosos controles.

O PicPay garantiu que continuará cooperando com as autoridades competentes e expressou confiança de que a conformidade de suas operações será plenamente confirmada durante o processo.

Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de imprensa do BRB não havia respondido aos contatos da Agência Brasil. Da mesma forma, não foi possível obter retorno de Eduardo Chedid Simões ou de seus representantes legais.

A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco público, informou que ainda não teve acesso aos autos do processo. Os advogados declararam que se pronunciarão somente após analisar as novas suspeitas que recaem sobre seu cliente.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR