Operação do GEPAAR revela rancho de cultivo ilegal
Na última quarta-feira, dia 15, durante uma ronda náutica pela Represa Billings, agentes do Grupo Especial de Patrulhamento Ambiental e Aquático (GEPAAR), vinculados à 2ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Ambiental, localizaram uma área de cultivo clandestino de Cannabis sativa. O achado se deu em uma região de mata fechada, nas imediações da Rua Mário Paulo Autuori.
A diligência integrava as iniciativas do Cartão de Prioridade de Patrulhamento Ambiental, programa focado na salvaguarda dos recursos hídricos e na repressão a delitos ambientais na área. Durante um reconhecimento aéreo da represa, os policiais avistaram uma lona que despertou suspeitas em meio à vegetação. Após o desembarque e uma minuciosa varredura na mata, foi descoberto um rancho rudimentar, onde foram encontrados:
- Cinco vasos grandes com plantas de Cannabis sativa, medindo aproximadamente 1,5 metro de altura;
- Um saco contendo substância entorpecente já seca, caracterizando maconha processada;
- Diversos petrechos agrícolas, como enxadas, facões e regadores, utilizados no cultivo.
Frente à constatação do plantio ilícito, o COPOM Ambiental e as autoridades do 4º Distrito Policial de São Bernardo do Campo foram prontamente acionados. O delegado de plantão expediu a autorização para a perícia no local e registrou o Boletim de Ocorrência de Prisão em Flagrante (BOPC nº FU4552/2026), culminando na apreensão de todo o material ilegal.
Embora nenhum indivíduo tenha sido encontrado no local durante a intervenção, as apurações prosseguem com o objetivo de identificar os envolvidos no cultivo. Tal prática configura um delito conforme o Art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), e ainda infringe as diretrizes de proteção ambiental, dada a ocupação irregular em uma área de preservação adjacente a um manancial.
Esta ação sublinha o empenho da Polícia Militar Ambiental na salvaguarda da Represa Billings, um dos pilares do sistema hídrico paulista, e sua atuação incisiva no combate a atividades criminosas que comprometem tanto a ecologia quanto a ordem pública.
COMUNICAÇÃO SOCIAL PMESP