A operação do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) resultou na apreensão de diversos equipamentos eletrônicos contendo dados bancários e indícios de um esquema de fraudes que movimentava milhões de reais.
O incidente ocorreu na tarde da última sexta-feira (27), quando policiais militares do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) realizaram uma incursão na comunidade conhecida como "Brasília", situada em Carapicuíba, São Paulo.
Durante a diligência, a equipe policial avistou, através da janela de uma residência, múltiplos aparelhos eletrônicos – incluindo celulares, um notebook, um tablet, pen drives e uma máquina de cartão – espalhados sobre uma cama. Ao tentarem alertar o morador sobre a visibilidade dos equipamentos, os agentes perceberam o extremo nervosismo do indivíduo ao ser abordado.
Questionado sobre a procedência dos dispositivos, o suspeito alegou desconhecer a origem dos materiais. Diante da evasiva, os policiais solicitaram a apresentação dos aparelhos, confirmando que todos estavam ligados, com as telas ativas e conectados à rede elétrica.
Em um dos equipamentos, foi identificada uma tela exibindo uma "cartela de clientes", com dados pessoais e bancários de inúmeras vítimas, além de senhas de acesso. Outro aparelho revelou sistemas de criptografia associados à gestão de múltiplas contas do aplicativo WhatsApp. Um terceiro dispositivo continha comprovantes de transações bancárias que totalizavam valores expressivos, como R$ 400 mil e outro montante superior a R$ 5 milhões.
No interior do imóvel, também foi encontrado e apreendido um caderno com anotações manuscritas que detalhavam golpes já executados e informações de vítimas.
Diante das provas, o indivíduo confessou fazer parte de uma falsa central de atendimento, que se passava por funcionários do banco Bradesco para enganar clientes. Ele detalhou que o grupo tinha acesso a informações restritas e induzia as vítimas a fornecer senhas, acessar links fraudulentos e permitir a clonagem de contas de WhatsApp. O suspeito ainda revelou que a organização criminosa obtinha lucros que variavam entre 14% e 35% sobre cada fraude concretizada.
A ocorrência foi encaminhada ao 3º Distrito Policial de Carapicuíba, onde o indivíduo permaneceu detido e à disposição da Justiça.
Comunicação Social PMESP