2026 vai ficar na memória do mercado da música sertaneja como um dos anos mais desastrosos da história. Shows estão sendo cancelados por, simplesmente, não venderem ingressos. A conta não fecha mais.
Só Henrique e Juliano e Gusttavo Lima conseguem dar lucro significativo aos contratantes. Mais ninguém. Talvez Luan em algumas cidades. Outra questão do Luan é a pouca venda de bebida alcoólica no bar, um problema.
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O advento das bets causou um baque enorme na renda do brasileiro. Não está sobrando dinheiro para o entretenimento. As pessoas ganharam uma nova forma de diversão, e isso prejudicou em cheio a indústria da música sertaneja, que já está carente de uma grande novidade há anos, desde o Villa Mix, um festival que mudou a história da música. Ou então um Buteco ou Garota VIP.
Para tirar um cidadão de casa para ir a um show, tem que ser algo como “o show do ano”.
As bets se tornaram outra grande concorrência aos eventos culturais. A população está gastando muito dinheiro na jogatina e acaba sobrando pouco para a cultura.
A crise no mercado só não afeta os grandes eventos sertanejos do país, como Barretos, Jaguariúna, Americana, entre outros grandes rodeios. É uma questão de viver a experiência de um grande evento, encontrar gente bonita que tem os mesmos gostos que você. É como o Rock in Rio. As pessoas vão para fazer parte de um “clubinho”.
Agora vamos aos cachês: impraticáveis. Basta o cantor estourar uma simples música para querer triplicar o cachê, mesmo o grande público não sabendo quem é o cantor.
A crise de shows já dura há anos, e os artistas estão irredutíveis. Não diminuem e parecem ignorar a situação.
Cantor precisa entender de uma vez por todas que todos precisam sair ganhando. A desunião do mercado chega a ser chocante.
Se não fossem os shows contratados pelas prefeituras, o mercado da música estaria caótico. Chegou a hora de recalcular a rota, porque 2027 tem tudo para dar errado.








