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Quinta-feira, 20 de Agosto 2026
Política

Regra do TSE sobre algoritmos garante igualdade e gera reação dos EUA

Medida proíbe que redes sociais recomendem candidatos de forma orgânica, mas autoridades americanas acusam o Brasil de praticar censura.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Regra do TSE sobre algoritmos garante igualdade e gera reação dos EUA
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Uma regra do TSE criada para as eleições de 2024 proíbe que algoritmos de redes sociais recomendem perfis de candidatos sem impulsionamento pago, visando assegurar a isonomia do pleito no Brasil. A medida gerou fortes atritos diplomáticos após autoridades dos Estados Unidos classificarem a diretriz de segurança eleitoral como uma suposta censura governamental.

A controvérsia ganhou força quando Sarah B. Rogers, subsecretária do Departamento de Estado norte-americano, compartilhou um comunicado da plataforma X rotulando a norma de “censura”. Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou que as restrições buscam mitigar riscos e preservar a integridade das urnas.

Críticas dos Estados Unidos e defesa de especialistas

Especialistas em direito eleitoral e tecnologia rebateram a declaração da Casa Branca, classificando a acusação de infundada. Eles lembram que os postulantes continuam livres para publicar conteúdos, estando vedada apenas a distribuição orgânica direcionada pelos sistemas das big techs.

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Segundo o cientista político Alexandre Arns Gonzales, do DiraCom e da UnB, a diretriz impede assimetrias e previne interferências registradas em eventos globais passados, como o Brexit e o plebiscito da Colômbia em 2016.

Amparo constitucional e impulsionamento pago

O advogado Alberto Rollo enfatizou que a norma do TSE possui respaldo na Constituição Federal. Segundo o jurista, proibir recomendações artificiais evita favorecimentos indevidos por parte das empresas de tecnologia, garantindo condições de igualdade entre todos os concorrentes na disputa.

Por outro lado, a legislação autoriza o impulsionamento pago de conteúdos, desde que respeitados os limites orçamentários oficiais. Contudo, Gonzales alerta que a falta de transparência sobre os custos cobrados pelas plataformas ainda pode comprometer a equidade da audiência.

Restrições ao uso de Inteligência Artificial

As diretrizes também alcançam ferramentas de Inteligência Artificial e chatbots. De acordo com a Resolução n° 23.610/2019, os sistemas automatizados estão proibidos de ranquear candidatos, emitir opiniões políticas ou direcionar o voto dos eleitores durante a campanha.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil
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