A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro foi permeada por forte emoção. A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu os trabalhos na Marquês de Sapucaí na última segunda-feira (16/2) com o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade”, transformando a avenida em uma grandiosa celebração à rainha do rock nacional. No carro final da escola, encontrava-se Roberto de Carvalho, companheiro e parceiro musical da icônica artista.
Em um bate-papo exclusivo com o portal LeoDias, Roberto de Carvalho expressou o profundo impacto de testemunhar a obra que construiu ao lado de Rita Lee materializar-se em um samba-enredo vibrante. “Talvez seja um dos grandes momentos transmusicais que eu já presenciei dizendo respeito às coisas que fizemos juntos. Isso daqui é um maná, ficou no copo da alegria, de luzes, de beleza, de saúde, de emoção. Estou inteiramente chapado com essa situação toda, que pra mim é inédita”, afirmou o músico, visivelmente comovido.
O músico ressaltou ainda a carga simbólica da homenagem. “É a primeira vez e a primeira vez, dói demais, dói demais”, confessou, evidenciando a intensidade do momento.
Ao ser indagado sobre a possível reação de Rita Lee caso pudesse presenciar o espetáculo na Marquês de Sapucaí, Roberto respondeu com a irreverência característica do casal: “Ela diria assim: ‘Dá licença porque eu vou lá beijar todas as orelhas que estão ali naquele carro, ali na frente’”. Uma fala que sintetiza o espírito livre e provocador que eternizou Rita Lee como um ícone.