A performance de Virginia Fonseca como rainha de bateria na Marquês de Sapucaí, representando a Grande Rio, continua a ser um tópico de discussão acalorada entre os veteranos do samba. Sua aparição foi marcada por imprevistos com a indumentária, como o desprendimento do tapa-sexo e o desconforto com o volume do adereço de costas.
Lyllian Bragança, uma experiente sambista, levantou a hipótese de que a confecção da fantasia apresentava falhas técnicas facilmente contornáveis com métodos consagrados no universo carnavalesco. Ela questionou a ausência de uma base de "segunda pele" que asseguraria a estabilidade e a integridade da vestimenta ao longo do desfile na avenida.
"Eu realmente não compreendi por que não optaram por confeccionar a roupa dela com uma ‘segunda pele’", afirmou Lyllian em declaração ao Terra Brasil.
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O ocorrido gerou indagações entre outros nomes do cenário artístico, que questionaram a verdadeira origem dos percalços. Julianna Fênix e a gestora cultural Talitha de Jesus consideraram a possibilidade de que tais incidentes tivessem sido estrategicamente orquestrados para amplificar o alcance nas redes sociais. Julianna sugeriu que o desprendimento poderia ter sido deliberado, enquanto Talitha enfatizou que a prioridade de muitos é a visibilidade, superando a qualidade técnica da apresentação, seguindo o lema de que "o importante é que falem", não importando o teor.
"Tudo em nome do engajamento. Não importa se falem bem ou mal", ponderou Talitha, igualmente em entrevista ao Terra Brasil.
Adicionalmente aos contratempos com a fixação do traje, o esforço de Virginia ao desfilar com um costeiro de 12 quilos também foi objeto de comparação. Julianna Fênix ressaltou a notável diferença entre a dificuldade alegada pela influenciadora e a vivência das componentes veteranas das escolas de samba. A sambista salientou que mulheres de variadas faixas etárias, incluindo integrantes da ala das baianas com aproximadamente 80 anos, frequentemente evoluem e giram na avenida portando fantasias que podem pesar até 30 quilos, o que relativiza o impacto do peso carregado pela empresária.
Na visão das especialistas, a robustez física e a maestria no manejo da fantasia são pilares da cultura do samba que, aparentemente, foram negligenciados durante a primeira apresentação da influenciadora.
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