A crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã alcançou um ponto crítico, com Donald Trump proferindo declarações controversas nesta segunda-feira (6/4). Em um pronunciamento na Casa Branca, o líder americano elevou o tom das ameaças, afirmando que as forças militares dos EUA possuem a capacidade de subjugar o "Irã inteiro" em um único período noturno.
Diante da surpresa da imprensa presente, ele sugeriu que tal ofensiva poderia ocorrer já na noite de terça-feira (7/4). Curiosamente, esta data foi escolhida por Washington para exigir a liberação imediata do tráfego no Estreito de Ormuz, que se encontra interrompido desde o final de fevereiro.
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Pete Hegseth, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, confirmou que a segunda-feira foi marcada pelo maior número de bombardeios desde o início do confronto, e alertou que a intensidade dos ataques aumentará nas próximas horas. Em meio a essas declarações, Trump também oficializou a rejeição à proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão.
Em resposta a questionamentos de jornalistas sobre se um ataque a instalações civis caracterizaria crime de guerra, Trump foi incisivo: "Não, porque são animais", declarou. O republicano também manifestou um antigo desejo: a apreensão de todo o petróleo iraniano, caso não houvesse restrições impostas pela opinião pública americana.