Nesta quinta-feira (12/3), Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, declarou que a seleção iraniana teria autorização para competir na Copa do Mundo FIFA de 2026. Contudo, ele ressaltou que a presença da equipe no evento seria desaconselhável devido a preocupações com a segurança. O torneio está agendado para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos distribuídos entre Estados Unidos, México e Canadá.
A manifestação do ex-mandatário foi divulgada em sua plataforma Truth Social. Em sua publicação, Trump expressou que, embora os iranianos fossem “bem-vindos” ao campeonato, ele considerava imprópria a viagem da delegação por motivos de segurança, enfatizando que a participação “não seria adequada” para a “própria integridade e segurança” dos envolvidos.
Essa postura de Trump surge dias após um diálogo com o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Conforme informações, o líder da principal organização futebolística mundial procurava entender as implicações da possível participação da equipe iraniana, que já tinha assegurado sua classificação para o torneio.
Por outro lado, o Irã manifestou uma clara rejeição à sua presença no campeonato. Ahmad Donjamali, ministro dos Esportes iraniano, comunicou que o governo não tem planos de enviar a seleção para o Mundial. Em uma declaração televisionada, ele afirmou: “Desde o assassinato de nosso líder por este governo corrupto, não possuímos a mínima intenção de participar da Copa do Mundo.”
Donjamali também fez referência às recentes tensões que envolvem a nação e criticou as ações impostas contra o Irã. Ele alegou que “medidas maléficas” foram implementadas, arrastando o país para “duas guerras” e causando milhares de óbitos. Em seguida, reiterou a posição oficial: “Não há absolutamente nenhuma possibilidade de participarmos.”
A equipe iraniana já havia garantido sua vaga no campeonato, com previsão de integrar o Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Além da discussão esportiva, o cenário de tensão foi intensificado por pronunciamentos de cunho político.
Em uma postagem adicional em suas redes sociais, Trump reiterou que sua prioridade máxima é evitar que o Irã desenvolva armamentos nucleares. O ex-presidente declarou: “Para mim, como presidente, o mais relevante e crucial é impedir que um império do mal, o Irã, obtenha armas nucleares e aniquile o Oriente Médio e, consequentemente, o planeta. Jamais permitirei que isso ocorra!”
As manifestações de Trump coincidiram com o primeiro pronunciamento oficial de Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo iraniano, que assumiu o cargo anteriormente ocupado por seu pai, Ali Khamenei. Em uma mensagem veiculada pela televisão estatal, Khamenei abordou questões relativas ao conflito na região, enfatizou a importância da unidade nacional e garantiu que o país continuará a reagir a investidas e pressões externas.