Decorridos mais de dois meses desde o episódio de racismo ocorrido na partida entre Benfica e Real Madrid pela Champions League, a UEFA impôs uma sanção ao atleta argentino Gianluca Prestianni. Ele foi acusado de dirigir o termo “macaco” a Vinícius Jr. durante o confronto, caracterizando “conduta discriminatória”.
O atacante do clube português recebeu uma suspensão de seis jogos. A UEFA solicitou que essa penalidade seja aplicada em torneios da FIFA, o que poderia resultar na ausência do argentino em jogos da Copa do Mundo, caso ele seja convocado.
Contudo, a penalidade inclui um período “probatório” de dois anos. Dessa forma, Prestianni precisará cumprir apenas três jogos de suspensão e, na ausência de novas infrações dentro do prazo estabelecido, poderá retornar aos campos antes do término da suspensão integral de seis partidas.
O jogador já cumpriu um dos jogos de suspensão no confronto de volta dos playoffs da Champions League, disputado no Santiago Bernabéu. Consequentemente, ele ainda precisa cumprir mais duas partidas em competições europeias.
Relembre o caso
Em 17 de fevereiro, durante o jogo de ida dos playoffs da Champions League entre Benfica e Real Madrid, realizado no Estádio da Luz, em Lisboa, Prestianni dirigiu-se a Vini Jr. para contestar a celebração do gol marcado pelo brasileiro.
O atleta argentino, com a boca coberta, supostamente teria proferido a palavra “mono” (macaco, em espanhol) ao brasileiro, o que levou Vini Jr. a acionar o árbitro para que o protocolo antirracismo fosse implementado.
Após o término da partida, Prestianni foi suspenso do jogo de volta, enquanto a UEFA conduzia a investigação. Em sua defesa, o argentino alegou ter chamado Vini de “maricón” (termo pejorativo de cunho homofóbico), em retaliação ao que ele descreveu como Vini o ter chamado de “anão” devido à sua estatura.