Preparar uma colinha para votar em um papel simples é a melhor estratégia do eleitor para garantir a precisão do seu voto nas eleições. A prática é recomendada para evitar o esquecimento dos números dos candidatos no momento em que se está diante da urna eletrônica.
Embora a tecnologia da urna eletrônica tenha modernizado a apuração do pleito no Brasil, uma anotação manuscrita continua sendo indispensável para acelerar a votação e evitar enganos de digitação.
Regras para a cabine de votação
A legislação brasileira autoriza o uso de lembretes em papel na cabine. No entanto, o uso de celulares e equipamentos que fotografem ou gravem a votação é terminantemente proibido pela Justiça Eleitoral.
Os aparelhos móveis devem ser entregues aos mesários antes de o cidadão se dirigir à urna eletrônica. O objetivo principal dessa medida é assegurar o sigilo do voto e coibir tentativas de fraude.
Caso o eleitor recuse a entrega do celular, poderá ser impedido de votar, com o incidente registrado pela mesa receptora. Além disso, é essencial apresentar um documento oficial de identificação com foto no momento da votação.
Apesar de o documento impresso não ser obrigatório, o aplicativo e-Título auxilia na localização da zona e seção eleitoral. É fundamental conferir o local de votação com antecedência.
Erros registrados no primeiro turno
A ausência da anotação causou impactos diretos em pleitos recentes. No Distrito Federal, a candidata Celina Leão (PP) foi para o segundo turno contra Leandro Grass (PT) após cerca de 26 mil eleitores anotarem o número 22, do PL, anulando seus votos.
Situação semelhante ocorreu no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes (55) não disputava pelo PT. Cerca de 204 mil eleitores digitaram 13 na urna, anulando as escolhas e contribuindo para a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno.