Na última quarta-feira (22/04), o Flamengo superou o Vitória por 2 a 1 no Maracanã, em partida válida pela ida da quinta fase da Copa do Brasil. Contudo, o placar foi ofuscado por uma série de controvérsias arbitrais que envolveram o árbitro Anderson Daronco e o sistema de VAR. A performance da equipe de arbitragem, principalmente pela falta de cartões vermelhos e sanções em jogadas consideradas violentas, provocou indignação entre torcedores adversários, a diretoria do Vitória e analistas de arbitragem.
Lances violentos sem cartões vermelhos
A maior parte das reclamações se baseia na convicção de que o Flamengo deveria ter tido, no mínimo, três atletas expulsos durante o confronto. Renata Ruel, ex-árbitra e comentarista de arbitragem da ESPN, afirmou que os jogadores rubro-negros Luiz Araújo, Arrascaeta e Saúl realizaram infrações que, conforme as regras, seriam passíveis de cartão vermelho.
Um dos momentos mais contestados ocorreu no segundo tempo, quando Saúl atingiu o rosto do volante Caíque, do Vitória, com o cotovelo. Daronco, contudo, assinalou apenas uma falta do atleta baiano e não aplicou qualquer advertência. Mesmo após ser convocado pelo VAR para revisar a jogada, o árbitro optou por sustentar sua decisão inicial.
Fábio Mota, presidente do Vitória, expressou sua insatisfação ao sair do estádio, mencionando um histórico de decisões polêmicas de Daronco em partidas do clube baiano. Ele prometeu apresentar uma queixa formal à CBF contra a performance do árbitro.
Reclamação ecoa entre torcedores rivais e especialistas
Nas plataformas digitais, apoiadores de times adversários ao Flamengo descreveram a arbitragem de Daronco como um "vale-tudo" e, em publicações que circularam no dia 23 de abril, chegaram a mencionar "um dos maiores roubos do futebol brasileiro". A indignação se fundamenta em dois pontos principais: a quantidade excessiva de faltas, especialmente do lado flamenguista, e a falta de rigor disciplinar, visto que nenhum jogador foi expulso em um jogo que vários comentaristas classificaram como "violento".
Paulo César de Oliveira, renomado comentarista de arbitragem, também enfatizou que o juiz cometeu uma "falha crucial" ao não perceber a agressão de Saúl contra Caíque, reiterando que a situação configura uma falta grave e objetiva, merecedora de cartão vermelho. Para os especialistas, este incidente levanta novas indagações sobre a uniformidade dos critérios aplicados entre o VAR e o árbitro principal em partidas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.
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