A equipe jurídica de Jair Bolsonaro (PL) submeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (25/3), a relação de pessoas com permissão para visitá-lo sem aval judicial durante sua prisão domiciliar temporária. O benefício de 90 dias foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes na última terça-feira (24/3).
O grupo de oito advogados indicados inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Se a lista for ratificada, ambos terão trânsito livre na residência do ex-presidente, dispensando a necessidade de marcação prévia com a Corte.
Lista de defensores e protocolos de segurança
Além dos nomes citados, a lista de advogados autorizados é composta por:
- Celso Vilardi;
- Paulo Cunha Bueno;
- Daniel Tesser;
- Paulo Henrique Fuller;
- João Henrique Nascimento de Freitas;
- Luciana Lauria Lopes.
Mesmo com a liberação, os profissionais devem seguir protocolos rigorosos. Os encontros podem ser diários, das 8h20 às 18h, com tempo limite de 30 minutos. Por determinação de Moraes, é proibida a entrada com celulares, e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ficará responsável pelas revistas no local.
A relação enviada ao STF também abrange 12 funcionários da casa, como motoristas, seguranças e pessoal de limpeza. Quanto à equipe médica, a defesa se comprometeu a entregar os nomes e os relatórios clínicos semanais em um momento posterior.
A decisão de Alexandre de Moraes de permitir o regime domiciliar fundamenta-se no estado de saúde de Bolsonaro, que trata uma broncopneumonia. Ele estava internado em um hospital particular de Brasília desde 13 de março, após sofrer um mal-estar na Papudinha. O diagnóstico apontou pneumonia por broncoaspiração, o que o levou a passar dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).