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Sábado, 25 de Julho 2026
Justiça

Brasil nega visto a servidores dos EUA após polêmica sobre urnas eletrônicas

Itamaraty considerou instrumentalização política a tentativa de emissários do Departamento de Estado de monitorar o processo eleitoral de outubro.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Brasil nega visto a servidores dos EUA após polêmica sobre urnas eletrônicas
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil negou a concessão de vistos a servidores dos EUA que pretendiam viajar ao país para tratar do pleito de outubro e avaliar a segurança das urnas eletrônicas. A decisão, tomada neste sábado (25), ocorreu após o governo federal identificar riscos de instrumentalização política na visita diplomática.

Os diplomatas afetados pela medida são Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado norte-americano, e seu adjunto, Samuel Samson. As solicitações haviam sido rejeitadas oficialmente na última sexta-feira (24).

Suspeitas e desinformação no cenário eleitoral

A movimentação do órgão norte-americano chamou a atenção do governo brasileiro por acontecer logo após encontros entre políticos nacionais e representantes estrangeiros. Na ocasião, foram levantados questionamentos sem provas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

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Entre as declarações mais recentes, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou falsamente que o ecossistema das urnas pertenceria à empresa venezuelana Smartmatic. A declaração ocorreu durante um evento com diplomatas em Brasília.

Posicionamento oficial do TSE

Em resposta rápida, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu a alegação de que a empresa Smartmatic forneceria equipamentos ou softwares para a votação. A Justiça Eleitoral enfatizou que todo o desenvolvimento tecnológico é próprio.

Conforme destacado pelo TSE, as urnas são desenhadas por técnicos do tribunal e fabricadas sob coordenação direta do órgão por meio de licitações públicas transparentes, garantindo a auditabilidade do processo.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil
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