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Terça-feira, 04 de Agosto 2026
Política

Brasil repudia revogação de visto de embaixadora feita pelos EUA

Palácio do Planalto classifica a decisão do governo norte-americano contra Maria Luiza Viotti como uma atitude hostil e nega atraso em aprovação diplomática.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Brasil repudia revogação de visto de embaixadora feita pelos EUA
© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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O governo brasileiro manifestou forte repúdio à revogação de visto de embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada pelos Estados Unidos nesta terça-feira (4). A administração norte-americana justificou a atitude alegando uma suposta demora de Brasília em responder ao pedido de autorização diplomática do novo indicado do governo Donald Trump para a embaixada no Brasil.

Em resposta oficial, o Palácio do Planalto rebateu as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado dos EUA, classificando-as como inverídicas. Segundo a nota emitida pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Washington violou as regras da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ao divulgar publicamente o nome do seu indicado antes do aval formal do país anfitrião.

A diplomacia brasileira reforçou que o pedido enviado pelos norte-americanos continua sob análise. O comunicado oficial enfatizou que não existem normas na Convenção de Viena que determinem um prazo fixo para a concessão do chamado agrément.

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Escalada de medidas hostis

O posicionamento brasileiro citou ainda a recusa de entrada imposta a dois funcionários do governo dos EUA. A medida foi justificada pela avaliação de que a presença da dupla tinha como finalidade colocar em dúvida o sistema eleitoral e interferir no próximo pleito presidencial do país.

Para o governo federal, a alteração das credenciais da representante diplomática não é um fato isolado. O documento destaca que a ação integra uma escalada deliberada de atos hostis promovidos por razões ideológicas, enfraquecendo uma parceria histórica pautada pelo respeito mútuo.

Por fim, o Planalto lembrou que autoridades e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) continuam sob sanções da Lei Magnitsky, aplicadas pelos EUA após a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. A nota ressalta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou buscar o diálogo para suspender essas punições individuais em sua última viagem a Washington.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
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