Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o país abriu 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro.
Esse indicador representa o saldo líquido entre admissões e desligamentos em todo o território nacional.
O resultado consolida um recuo na comparação anual, pressionado pelo cenário de juros elevados e pela desaceleração econômica atual. No acumulado dos nove primeiros meses, o total de vagas formais também apresentou retração frente ao mesmo período do ano anterior.
Desempenho setorial
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Apenas a agropecuária registrou saldo negativo, demitindo mais do que contratou devido ao período de transição para o plantio.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria: 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Regiões e salário médio
Todas as cinco regiões brasileiras registraram abertura de vagas formais no mês, com destaque para o Nordeste e o Sudeste. Entre as unidades da Federação, 26 apresentaram saldo positivo, enquanto apenas o Rio Grande do Sul fechou postos.
O salário médio real de admissão no mês totalizou R$ 2.429,41, o que representa uma leve oscilação negativa em relação a agosto, mas alta na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Com esses números, o total de trabalhadores com vínculo formal ativo encerrou setembro em 48,35 milhões de pessoas.