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Quinta-feira, 18 de Junho 2026
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Política

Câmara dos Deputados: relator propõe alterações no Código de Trânsito com votação prevista para julho

Proposta inclui a permissão para jovens a partir de 16 anos obterem habilitação e simplificação de taxas

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Câmara dos Deputados: relator propõe alterações no Código de Trânsito com votação prevista para julho
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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O relator da comissão especial da Câmara dos Deputados, Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), apresentou nesta quarta-feira (17) um substitutivo que consolida diversas propostas de alteração ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O texto, que visa modernizar a legislação, será submetido à votação da comissão em 7 de julho, com expectativa de chegar ao Plenário da Câmara no dia seguinte, 8 de julho.

Uma das principais inovações sugeridas é a possibilidade de jovens com 16 anos completos obterem a Permissão para Dirigir (PPD) na categoria B, para veículos urbanos, sob acompanhamento de um adulto habilitado há pelo menos dois anos. Para a categoria A (motos), a condução seria permitida desacompanhada, com as mesmas restrições de horário e local.

O objetivo, segundo o relator, é ampliar o acesso dos jovens à habilitação, conferir maior autonomia para deslocamentos e promover uma formação gradual de condutores sob supervisão.

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Redução da idade para categorias profissionais

O substitutivo também propõe a redução da idade mínima para as categorias profissionais D e E, de 21 para 20 anos. A medida visa mitigar a carência de profissionais no setor de transportes e estimular a entrada de jovens adultos no mercado de trabalho.

Simplificação e custos do processo de habilitação

O processo de formação de motoristas também deve passar por uma simplificação para a redução de custos. Foi estabelecido um teto nacional para as taxas de habilitação: R$ 30,00 para a abertura e emissão da PPD e R$ 50,00 por exame. A opção de realizar exames em veículos com câmbio automático também foi incluída.

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva será emitida automaticamente e gratuitamente aos 18 anos, desde que o condutor não tenha cometido infrações graves ou gravíssimas, ou reincidência em infração média.

A carga horária mínima para aulas práticas de direção foi fixada em 5 horas para categorias A e B, e 10 horas para C, D e E. Os cursos teóricos poderão ser oferecidos nas modalidades presencial, remota ou a distância (EAD).

CNH Social e avaliações médicas

A proposta fortalece a CNH Social, com financiamento de 5% do valor das multas de trânsito arrecadadas. Os recursos serão destinados a fundos estaduais para cobrir taxas e despesas do processo de formação e emissão do documento para condutores de baixa renda.

O projeto também torna obrigatória a avaliação psicológica em todas as renovações da CNH, buscando identificar transtornos mentais. Médicos e psicólogos poderão reduzir a validade dos exames em casos de doenças progressivas.

Um Prontuário Nacional do Condutor será criado para registrar perícias e evitar omissão de restrições de saúde. Condutores com bom histórico terão renovação automática, mas a realização dos exames de saúde permanece essencial.

Novas regras para autoescolas e instrutores

As autoescolas serão oficialmente denominadas Escolas de Trânsito, mantendo sua função de credenciamento pelos Detrans. Uma novidade é a permissão para instrutores autônomos atuarem como Microempreendedor Individual (MEI) nas categorias A e B, desde que utilizem veículos com duplo comando e monitoramento. Esses instrutores não poderão ministrar aulas para menores de 18 anos.

Houve preocupação manifestada pela deputada Erika Kokay (PT-DF) quanto à precarização dos direitos trabalhistas de profissionais contratados.

O projeto institui o Programa Emergencial de Apoio Financeiro às Escolas de Trânsito, com um auxílio mensal de R$ 1.000 por instrutor vinculado, com duração inicial de seis meses.

Regulamentação de pedágios e patinetes

O sistema de livre passagem (free flow) em pedágios será regulamentado, com obrigatoriedade de campanhas informativas e sinalização ostensiva. As formas de pagamento serão diversificadas, incluindo Pix, cartão de crédito/débito e pagamento em espécie em instalações físicas.

Equipamentos de mobilidade autopropelidos, como bicicletas e patinetes elétricos, exigirão registro e emplacamento traseiro. Para conduzi-los, será necessária uma autorização simplificada (ACA) para maiores de 16 anos, após aprovação em exame escrito. O uso de capacete é obrigatório, e a circulação priorizará ciclovias, com velocidade máxima de 6 km/h em calçadas.

Veículos autônomos e fiscalização de radares

A circulação de veículos autônomos e semiautônomos será regulamentada pelo Contran, que definirá níveis de automação e requisitos de segurança. Testes e procedimentos para investigação de acidentes serão especificados.

Por fim, o projeto proíbe o uso de radares ocultos. A autuação por excesso de velocidade só será válida com sinalização clara do limite e estudos técnicos que a justifiquem.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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