Episódios de convulsão podem surgir em momentos imprevistos. Recentemente, a atenção foi voltada para os casos do volante Alexandre, do Sampaio Corrêa-RJ, durante um jogo contra o Flamengo pelo Campeonato Carioca, e do ator Henri Castelli, que convulsionou durante a Primeira Prova do Líder do BBB 26, no início de janeiro.
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Em entrevista ao portal BacciNotícias, a cardiologista Obdulia Linares explicou que qualquer pessoa está sujeita a ter uma convulsão. Fatores como estresse e fadiga podem desencadear episódios pontuais e breves, ou indicar condições mais graves, como epilepsia. A condição pode se manifestar mesmo em indivíduos aparentemente saudáveis, como o jogador de futebol, que mantém uma rotina rigorosa de alimentação, suplementação e exercícios, o que pode gerar uma falsa sensação de invulnerabilidade.
A especialista acrescentou que o condicionamento físico não tem influência direta na prevenção de convulsões. "Um atleta pode estar em plena forma física e ainda assim ter um episódio, pois a convulsão não depende do estado de preparo. Níveis elevados de estresse, ansiedade intensa e problemas pessoais podem ser gatilhos para quem já possui predisposição à condição", afirmou a médica.
Arritmias cardíacas como causa de convulsões
O incidente com Alexandre, que ocorreu nos primeiros minutos da partida, pode estar relacionado ao uso de substâncias comuns no meio esportivo, segundo Obdulia. "O consumo de termogênicos, energéticos, suplementos pré-treino e o excesso de cafeína podem provocar taquiarritmias, reduzindo o fluxo de oxigênio e elevando a frequência cardíaca e a pressão arterial", detalhou.
"A causa mais frequente é a predisposição genética ou um foco epiléptico não diagnosticado, visto que exames neurológicos não são rotineiramente incluídos no acompanhamento de atletas de elite, ao contrário dos exames cardiológicos. Arritmias não identificadas em avaliações de rotina podem levar a crises convulsivas", relatou a cardiologista, enfatizando a importância dos cuidados neurológicos que podem ser negligenciados na rotina esportiva.
O atleta recebeu alta hospitalar na manhã de terça-feira (10). Segundo o Sampaio Corrêa, Alexandre realizou exames laboratoriais e eletrocardiograma, que não apontaram alterações neurológicas ou cardíacas. Ele permanecerá em repouso em casa, aguardando novos exames antes de retomar suas atividades físicas.
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O papel do cansaço nos episódios convulsivos
As circunstâncias das convulsões de Alexandre e Henri Castelli apresentam diferenças notáveis. Enquanto o ator teve o episódio após uma prova de resistência prolongada, o caso do jogador ocorreu poucos minutos após o início do jogo, indicando que o desgaste físico não está necessariamente ligado à ocorrência de convulsões.
"Convulsões podem ocorrer mesmo sem sinais de fadiga extrema, como exaustão física, infecções graves ou privação de sono prolongada. Um episódio no início da partida permite uma melhor avaliação de uma possível condição cardíaca subjacente, pois o estresse físico e o desequilíbrio hidroeletrolítico são menores em comparação com o final de um jogo", observou a médica.
Para finalizar, Obdulia ressaltou que convulsões raramente são fatais por si só, a menos que ocorram acidentes durante a queda ou asfixia. "Convulsões em si geralmente não levam à morte, mas podem ser fatais se houver traumatismo craniano decorrente da queda ou se a pessoa se asfixiar com o próprio sangue ao morder a língua", concluiu.
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