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Terça-feira, 10 de Fevereiro 2026

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Caso Orelha: adolescentes podem ser internados? Entenda as medidas socioeducativas

A brutal agressão e morte do cachorro Orelha em Florianópolis, Santa Catarina, provocaram revolta nacional e levantaram discussões sobre a responsabilização de menores em atos de crueldade animal, enquanto a Polícia Civil avança nas investigações.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Caso Orelha: adolescentes podem ser internados? Entenda as medidas socioeducativas
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O falecimento do cão Orelha, vítima de uma agressão brutal na Praia Brava, em Florianópolis (SC), desencadeou uma forte comoção em todo o país. O incidente trouxe à tona, novamente, a discussão acerca das sanções aplicáveis a adolescentes envolvidos em atos de crueldade contra animais.

  • A Polícia Civil está realizando diligências e cumprindo mandados relacionados à apuração da morte do cão Orelha.

Com o intuito de elucidar os aspectos legais do ocorrido, o portal BacciNotícias conversou com a advogada Silvana Campos, que possui expertise em Direito Criminal. A especialista enfatiza que, embora a condição de adolescentes dos supostos agressores modifique o procedimento legal, isso não os exime de enfrentar consequências sérias.

Ato infracional e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Ao contrário dos indivíduos maiores de idade, que são julgados conforme o Código Penal, os jovens com menos de 18 anos estão sujeitos às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Desse modo, suas condutas não são classificadas como "crime" no sentido jurídico tradicional, mas sim como ato infracional.

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Silvana Campos esclarece: "Devido à condição de adolescentes, os envolvidos não podem ser processados sob as leis penais aplicáveis a adultos. Se ficar comprovado que os maus-tratos causaram a morte do cão Orelha, essa ação será considerada um ato infracional análogo ao crime qualificado de maus-tratos a animais".

Medidas socioeducativas e a possibilidade de internação

A advogada destaca que a natureza hedionda da ação, caracterizada por violência e crueldade extremas, confere à Justiça a prerrogativa de impor as sanções mais severas contempladas pelo Estatuto.

Conforme Campos, "As medidas socioeducativas são determinadas pela seriedade do ato cometido e pelo nível de envolvimento de cada participante. Neste cenário, estamos diante de uma conduta equiparada a um delito grave. Considerando a brutalidade que culminou na morte do animal, existe a base legal para a aplicação da medida de internação em uma instituição socioeducativa".

A internação representa a penalidade mais rigorosa dentro do sistema, com duração máxima de três anos e revisões regulares. Adicionalmente à internação, os jovens podem ser encaminhados para outras intervenções, como a liberdade assistida ou a execução de serviços comunitários.

O inquérito prossegue sob a responsabilidade das autoridades de Santa Catarina, que estão empenhadas em identificar todos os indivíduos que participaram da agressão que resultou na morte do animal.

Para aprofundar-se no tema, acesse BacciNotícias:

  • Caso Orelha: a divulgação de fotos de adolescentes envolvidos pode gerar severas penalidades
  • Vídeo: Ana Castela exige justiça após a agressão e morte do cachorro Orelha em Santa Catarina
  • Polícia Civil executa mandados na investigação sobre o falecimento do cão Orelha
FONTE/CRÉDITOS: Gabriela Vieira
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