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Sexta-feira, 26 de Junho 2026
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Saúde

São Paulo confirma novos casos de sarampo e intensifica vacinação de bebês

Com cinco ocorrências de sarampo em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomenda a dose zero da vacina para bebês a partir de 6 meses

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
São Paulo confirma novos casos de sarampo e intensifica vacinação de bebês
© Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
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O estado de São Paulo registrou recentemente a confirmação de três novos casos de sarampo em bebês, elevando o total para cinco ocorrências em 2026. Diante deste cenário, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomendou a aplicação da "dose zero" da vacina tríplice viral para crianças entre 6 e 11 meses e 29 dias na capital paulista e em Guarulhos, visando intensificar a vacinação e conter a propagação do sarampo em São Paulo.

Os três novos pacientes, com idades entre 6 meses e 1 ano, incluíam dois meninos e uma menina. Desses, duas crianças não possuíam histórico vacinal. Apesar da infecção, todos os casos evoluíram para a cura e não apresentavam registro de viagens recentes.

Estes novos registros somam-se aos dois primeiros casos de sarampo de 2026, ambos importados: um bebê de 6 meses e um homem de 42 anos, identificados em março e abril, respectivamente. Assim como os mais recentes, ambos os pacientes não haviam sido vacinados e se recuperaram da doença.

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A estratégia da "dose zero" é uma camada extra de proteção e não substitui o esquema vacinal padrão estabelecido pelo Calendário Nacional de Vacinação. Isso significa que, mesmo após receber essa dose inicial, a criança deverá seguir o cronograma regular, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente a tetraviral, aos 15 meses.

Além da recomendação da dose zero, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) já implementou outras ações para prevenir a circulação do vírus. Entre elas, destacam-se a vacinação de bloqueio, que imuniza rapidamente contatos de pessoas infectadas, e a intensificação da imunização em locais de grande fluxo, como aeroportos, terminais rodoviários e estações de metrô e trem. O objetivo é interromper cadeias de transmissão e reduzir o risco de reintrodução do vírus no estado.

A diretora do CVE-SP, Tatiana Lang, enfatizou que "o risco de reintrodução do sarampo no Brasil, associado à ocorrência de casos nas Américas e ao fluxo internacional de viajantes, reforça a necessidade de manter a vacinação em dia." Ela acrescentou que "São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população."

A SES-SP mantém um monitoramento contínuo do cenário epidemiológico do sarampo, reiterando que a vacinação permanece a principal ferramenta de prevenção contra a doença. Atualmente, a cobertura vacinal no estado alcança 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda dose.

Sobre o sarampo

Apesar dos casos esporádicos que surgem, o Brasil conseguiu reconquistar em 2024 o status de país livre do sarampo.

O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda, extremamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou simplesmente respirar. O vírus pode se espalhar rapidamente em ambientes com grande aglomeração de pessoas.

Os sintomas iniciais incluem febre, tosse, coriza, perda de apetite e conjuntivite, caracterizada por olhos vermelhos, lacrimejantes e sensibilidade à luz (fotofobia).

Posteriormente, surgem manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, especialmente atrás das orelhas, e se disseminam progressivamente pelo corpo. A pessoa também pode apresentar dor de garganta.

Em alguns casos, a pele pode descamar, assemelhando-se a uma queimadura. O sarampo é capaz de provocar complicações graves, como cegueira, pneumonia e encefalite, que é a inflamação do cérebro.

A importância da vacinação

A principal medida preventiva contra a doença é a vacinação, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integrada ao calendário básico de imunização infantil.

O esquema vacinal prevê a aplicação da primeira dose aos 12 meses de idade, utilizando o imunizante tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A segunda dose é administrada aos 15 meses.

Qualquer indivíduo com até 59 anos que não possua comprovante de imunização ou que não tenha completado o esquema vacinal deve procurar um posto de saúde para atualizar sua carteira de vacinação.

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil
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