Aguarde, carregando...

Terça-feira, 03 de Novembro 2026

Saiba Mais
Justiça

Clubes alertam no STF que proibição das bets coloca receitas em risco

Dirigentes criticam prazo exíguo de adequação e apontam grave desequilíbrio financeiro frente a rivais sul-americanos.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Clubes alertam no STF que proibição das bets coloca receitas em risco
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Representantes de equipes de futebol relataram nesta terça-feira (3), durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que a proibição das bets ameaça severamente o fluxo de caixa garantido por acordos anteriores. Os dirigentes argumentam que os vínculos contratuais com empresas de apostas foram firmados sob o amparo da legislação válida no período.

Além da quebra financeira, os expositores questionaram duramente o intervalo de apenas dez dias estipulado pelo governo para a transição ao novo formato regulatório.

Impacto nas contas de Flamengo e Fluminense

Flávio Willeman, vice-presidente do Flamengo, destacou que a instituição planejou o orçamento com base na regulamentação anterior. Segundo suas estimativas, o corte pode suprimir cerca de R$ 430 milhões anuais.

Publicidade

Leia Também:

Já Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, alertou que o veto atinge tanto os patrocínios diretos quanto os repasses oriundos de direitos de transmissão.

Para Montenegro, o prazo estipulado pelo Brasil desconsidera a realidade internacional. Enquanto mercados globais levam meses para restringir o setor, o país exigiu adequação relâmpago.

Botafogo e Cruzeiro apontam desvantagens

Pelo Botafogo, o advogado Bichara Abidão Neto frisou que a SAF está em recuperação judicial e dependia dos valores do patrocinador master para cumprir suas metas financeiras.

Por sua vez, José Francisco Manssur, representante do Cruzeiro, avaliou que a restrição prejudica a competitividade internacional dos times nacionais em relação a adversários da Argentina, que mantêm os patrocínios.

Posicionamento de São Paulo e Corinthians

A advogada Danielle Maiolini, pelo São Paulo, pediu sensibilidade ao STF quanto aos acordos de boa-fé e defendeu prazos dilatados. Ela ressaltou que a medida gera insegurança e afasta aliados importantes na fiscalização da integridade esportiva.

Pedro Luís Soares, do Corinthians, admitiu que o vício em jogos é uma questão social relevante, mas reiterou a necessidade de uma adaptação gradual para evitar o colapso orçamentário das instituições esportivas.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR