No primeiro semestre deste ano, o lucro do BNDES atingiu o patamar recorde de R$ 9,2 bilhões na modalidade recorrente, apresentando um crescimento de 25% na comparação anual. O resultado financeiro positivo da instituição foi impulsionado pelo avanço consistente na concessão de crédito em setores estratégicos e pela gestão eficiente do seu patrimônio.
No mesmo período, os ativos totais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social somaram R$ 1,05 trilhão, registrando a maior marca de sua história. Além disso, a carteira de crédito da estatal atingiu R$ 684 bilhões, enquanto o patrimônio líquido bateu recorde ao alcançar R$ 181 bilhões.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o balanço reflete a combinação entre rentabilidade elevada e forte expansão do crédito. Segundo o executivo, o banco conseguiu a segunda maior rentabilidade do mercado financeiro mantendo baixa taxa de inadimplência, fixada em 0,05% para atrasos de 90 dias.
As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, o que equivale a um salto de 52%. O destaque ficou com o setor de infraestrutura, que recebeu R$ 46 bilhões (+91%), e o segmento agropecuário, com R$ 24,8 bilhões (+46%). Projetos na indústria e no setor de comércio e serviços também registraram altas expressivas.
Já o apoio direcionado às micro, pequenas e médias empresas somou R$ 108,2 bilhões no período, alcançando o maior volume histórico da instituição para essa categoria, com uma expansão de 22% em relação ao ciclo anterior.
Investimentos estratégicos e foco sustentável
Além dos setores tradicionais, o banco tem diversificado seus aportes em frentes de inovação, incluindo projetos de inteligência artificial, carros voadores, minerais críticos e terras raras. A instituição também financia a indústria automotiva nacional no desenvolvimento de veículos elétricos movidos a biocombustíveis.
Paralelamente, o BNDES está estruturando ações preventivas para lidar com o impacto das mudanças climáticas no país. A estratégia busca dar suporte financeiro a empresas, comunidades e famílias afetadas por eventos extremos, como secas no Norte e Nordeste ou fortes chuvas no Sul do Brasil.