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Direitos Humanos

Conaeti lança fluxo nacional para atendimento de crianças vítimas de exploração sexual

Resolução publicada no Diário Oficial da União padroniza atuação de rede de proteção contra o abuso infantil

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Conaeti lança fluxo nacional para atendimento de crianças vítimas de exploração sexual
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Nesta segunda-feira (25), a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou o Fluxo Nacional de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual. O documento, oficializado como Resolução nº 8 no Diário Oficial da União, estabelece métodos padronizados para a atuação da rede de proteção, visando aprimorar o combate à exploração sexual e o atendimento às vítimas em todo o país.

A iniciativa da Conaeti reconhece formalmente a exploração sexual de crianças e adolescentes como uma das mais graves formas de trabalho infantil, em consonância com as diretrizes internacionais e a legislação brasileira vigente.

O texto detalha essa prática como a utilização de menores para propósitos sexuais, independentemente da forma de compensação, que pode incluir benefícios não financeiros, como presentes ou favores.

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Além disso, o documento enfatiza que o eventual consentimento da vítima não anula a natureza da exploração, sublinhando a proteção integral como prioridade inquestionável, com responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado.

Rede de proteção

Uma das diretrizes centrais do fluxo é a atuação coordenada da rede de proteção, que engloba instituições vitais como conselhos tutelares, Ministério Público, forças de segurança, auditoria fiscal do trabalho e os serviços especializados das áreas de saúde, assistência social e educação.

O documento estabelece princípios fundamentais para orientar o atendimento às vítimas, incluindo celeridade, respeito à dignidade, a não discriminação e a garantia do direito à informação. Um aspecto crucial é a prevenção da revitimização, assegurando que crianças e adolescentes não sejam submetidos a repetidos relatos da violência sofrida.

A implementação da escuta especializada deve ser realizada em um ambiente seguro, com uma abordagem sensível e livre de qualquer forma de culpabilização das vítimas, em estrita conformidade com os parâmetros estabelecidos pela Lei nº 13.431/2017.

O modelo de atendimento previsto no fluxo está estruturado em três fases principais para garantir uma resposta abrangente:

  • Notícia de fato ou denúncia: Esta etapa abrange o recebimento e registro de informações sobre possíveis ocorrências, que podem ser reportadas por qualquer indivíduo ou instituição, inclusive através do Disque 100.
  • Comunicação e acionamento: Consiste no encaminhamento imediato dos casos às autoridades competentes, como o conselho tutelar, a auditoria fiscal do trabalho e os órgãos de segurança pública.
  • Proteção e responsabilização: Foca no atendimento integral às vítimas e na implementação de medidas administrativas, civis e criminais para assegurar a responsabilização dos perpetradores.

Atribuições

No âmbito das atribuições, o Sistema Único de Saúde (SUS) é incumbido de prover atendimento integral, que abrange desde a assistência médica até o suporte psicológico essencial. O Sistema Único de Assistência Social (Suas), por sua vez, assume a responsabilidade pelo acompanhamento contínuo das vítimas e de suas famílias, por meio de serviços especializados.

As instituições de ensino, como as escolas, são destacadas como ambientes estratégicos não apenas para a identificação precoce de casos, mas também para a promoção de ações preventivas.

Para a responsabilização dos envolvidos, órgãos como as polícias, os Ministérios Públicos e o sistema de Justiça devem atuar de forma rigorosa na investigação e punição dos responsáveis, além de assegurar a implementação de medidas protetivas às vítimas.

Finalmente, a norma prevê que o fluxo possa ser adaptado às diversas realidades regionais do país. Essa flexibilidade visa evitar a sobreposição de ações e mitigar os riscos de revitimização, garantindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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