O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados pode deliberar nesta terça-feira (9) sobre o parecer do relator Ricardo Maia (MDB-BA), que propõe a suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por um período de 60 dias. A decisão é um dos destaques da pauta da reunião do colegiado.
Marcos Pollon é o alvo da Representação 26/25, apresentada pela Mesa Diretora da Câmara. As acusações centram-se em supostas ofensas dirigidas ao presidente da Casa, Arthur Lira, durante a ocupação do Plenário em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a votação da anistia aos atos de 8 de janeiro.
A sessão do Conselho está agendada para as 14h, no plenário 11 da Câmara.
A reunião também contemplará a votação de outros pareceres preliminares. Entre eles, está a análise da Representação 2/26, do Psol, contra o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), relatada pelo deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL). O partido alega desrespeito à atuação de seus membros na Comissão de Segurança Pública.
Outro ponto na pauta é a Representação 5/26, do PL, contra o deputado Rogério Correia (PT-MG), com parecer do deputado Moses Rodrigues (União-CE). O PL acusa Correia de divulgar uma imagem manipulada por inteligência artificial simulando um encontro entre Jair Bolsonaro e empresários.
Moses Rodrigues também relata a Representação 6/26, do PL, novamente contra Rogério Correia. Desta vez, a acusação refere-se a uma suposta agressão física a deputados durante reunião da CPMI do INSS.
A Representação 8/26, do Missão, contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP), com parecer do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), também será votada. O partido contesta postagens de Erika Hilton nas redes sociais, consideradas ofensivas e discriminatórias.
Escolha de relatores para novas representações
O Conselho de Ética também procederá ao sorteio de relatores para novas representações. Entre elas, a Representação 1/26, do PL, contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que o acusa de usar o cargo para perseguição política.
A Representação 3/26, do Partido Novo, que abrange diversos deputados do Psol e Lindbergh Farias, questiona a conduta de parlamentares ao acionarem a Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro.
A Representação 4/26, também do Novo, volta a ter como alvo Rogério Correia, por suposta agressão física a Luiz Lima durante a CPMI do INSS.
A Representação 7/26, do Novo, contra Erika Hilton, refere-se novamente às suas postagens em redes sociais, com alegações de ataques à honra de terceiros.
A Representação 9/26, do Novo, acusa Lindbergh Farias de quebra de decoro por ter chamado o deputado Alfredo Gaspar de "estuprador" em reunião da CPMI do INSS.
A Representação 10/26, do PT, contra Alfredo Gaspar, alega ofensas a Lindbergh Farias em diversas ocasiões.
Por fim, a Representação 15/25, do PL, contra André Janones (Rede-MG), aponta condutas ofensivas e sexistas, incluindo ataques a Michelle Bolsonaro e comentários depreciativos sobre colegas.
A reunião do Conselho de Ética representa a fase inicial para a apuração de condutas atribuídas a parlamentares, culminando na escolha de relatores para cada caso.