Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 22 de Julho 2026
Política

Projeto de lei busca garantir acesso a informações de saúde para familiares de pacientes inconscientes

A proposta, em análise na Câmara, visa reduzir a insegurança jurídica para hospitais e profissionais, equilibrando sigilo médico e a necessidade de comunicar o quadro clínico de pacientes em estado grave.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Projeto de lei busca garantir acesso a informações de saúde para familiares de pacientes inconscientes
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Projeto de Lei 780/26, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, visa estabelecer normas claras para que hospitais públicos e privados forneçam informações de saúde essenciais a familiares de pacientes que estejam impossibilitados de se comunicar. A iniciativa busca preencher uma lacuna legal e humanitária.

A proposta detalha que familiares ou pessoas previamente autorizadas poderão receber dados básicos sobre o estado geral do paciente, os riscos associados ao quadro clínico e a confirmação de procedimentos de emergência realizados.

Contudo, para preservar a intimidade do indivíduo e cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o acesso ao prontuário médico completo ou aos resultados integrais de exames será proibido, exceto mediante autorização judicial.

Publicidade

Leia Também:

Toda e qualquer informação compartilhada deverá ser devidamente registrada no prontuário do paciente. Esse registro deve incluir a identificação de quem recebeu os dados, a data e o horário da comunicação, garantindo transparência.

O texto define como "impossibilitado de manifestar vontade" o paciente em situações de inconsciência, sedação, intubação ou em estado clínico grave. Isso abrange diversas condições que impedem a comunicação direta.

A solicitação de informações poderá ser feita por pessoas autorizadas previamente pelo paciente, além de cônjuges, pais, filhos e irmãos. O projeto prioriza a vontade do paciente, dando preferência a quem ele cadastrou antes da doença.

Segundo o deputado Bibo Nunes (PL-RS), autor do projeto, a ausência de um protocolo claro e padronizado gera significativa insegurança jurídica. Isso afeta tanto os profissionais de saúde quanto os estabelecimentos hospitalares.

Eles se encontram em um dilema entre o sigilo médico e a necessidade humanitária de manter os familiares informados sobre o estado de saúde do paciente. A lei busca harmonizar esses aspectos.

Proteção em casos de violência doméstica

Uma salvaguarda importante prevista no projeto permite que a equipe de saúde negue informações e a localização do paciente a um suspeito, caso haja indícios de violência doméstica. O objetivo é proteger a vítima.

O descumprimento das regras estabelecidas pelo Projeto de Lei 780/26 sujeitará os hospitais infratores a sanções administrativas. Isso reforça a seriedade da proposta e a necessidade de sua observância.

Próximas etapas legislativas

Com caráter conclusivo, a proposta será submetida à análise de duas importantes comissões da Câmara: a de Saúde e a de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para que o Projeto de Lei 780/26 se torne lei, ele precisará ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal. A tramitação ainda envolve diversas fases legislativas.

Para compreender melhor o processo, saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei no Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR