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Sexta-feira, 10 de Abril 2026

Política

CPMI do INSS: Quebra de sigilos de empresas dos irmãos Batista e depoimentos pautados

Comissão deve analisar pedidos de acesso a dados bancários e fiscais de companhias ligadas a Joesley e Wesley Batista, além de ouvir o presidente da Dataprev.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
CPMI do INSS: Quebra de sigilos de empresas dos irmãos Batista e depoimentos pautados
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS realizará uma reunião nesta quinta-feira (5), com início previsto para as 9 horas, onde serão votados 18 requerimentos. Um dos pontos centrais da pauta é o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas pertencentes aos irmãos Joesley e Wesley Batista, como a J&F Participações. A medida visa apurar o repasse de fundos a uma companhia associada a Danilo Trento, que é investigado por suposta participação em fraudes contra a Previdência Social.

A agenda também prevê pedidos de convocação de importantes figuras, incluindo José Antonio Batista Costa, presidente da J&F, e Fabiano Zettel, empresário e parente do banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, na segunda parte do encontro, serão ouvidos os depoimentos de Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, presidente da Dataprev, e do advogado Cecílio Galvão.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), responsável pela solicitação de quebra de sigilos da J&F (REQ 3.138/2026) e pela convocação do presidente do grupo (REQ 3.139/2026), destacou que documentos reunidos pela comissão indicam que empresas conectadas a Danilo Berndt Trento, investigado por fraudes contra aposentados e pensionistas, receberam mais de R$ 36,5 milhões da J&F Participações, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

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Família Trento
A pauta de votações abrange também pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, além de solicitações de relatórios de inteligência financeira, com foco na J&F Participações. Similarmente, foram feitos os mesmos pedidos para Carolina Cardoso Trento (REQ 3.133/2026), esposa de Danilo Trento, e Letícia Caetano dos Reis (REQ 3.000/2026).

Conforme o requerimento apresentado pelo deputado Rogério Correa (PT-MG), Letícia Caetano dos Reis seria administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia e também irmã de Alexandre Caetano dos Reis. Este último, segundo relatório da Polícia Federal, atuava como sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que se encontra preso e é uma figura central nas investigações sobre fraudes em aposentadorias do INSS.

Adicionalmente, os parlamentares poderão votar pedidos de representação para a prisão preventiva de Tonia Andrea Inocentini Galleti e Milton Baptista de Souza Filho, ambos com vínculos ao Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical (Sindnapi).

Banco Master
Requerimentos também buscam investigar uma possível ligação entre os esquemas de fraude nos benefícios do INSS e o caso envolvendo o Banco Master. Nesse sentido, os deputados Alencar Santana (PT-SP) e Duarte Jr. (PSB-MA) solicitaram a convocação de Paulo Henrique Costa (REQ 2.755/2025), ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e Fabiano Zettel (REQ 2.681/2025 e REQ 3.044/2026), cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Vorcaro e Zettel foram novamente detidos nesta manhã em decorrência de uma nova operação da Polícia Federal que apura as fraudes do Banco Master.

Depoimentos
Na segunda etapa da reunião desta quinta-feira, senadores e deputados ouvirão os testemunhos de Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, presidente da Dataprev, e do advogado Cecílio Galvão.

Ambas as convocações atendem a requerimentos apresentados por Alfredo Gaspar e pelos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Carlos Viana (PSD-MG), que preside a CPMI. As autoridades justificam que a Dataprev tem sido alvo de questionamentos devido a falhas operacionais e, principalmente, a vulnerabilidades em sua segurança cibernética.

Quanto a Cecílio Galvão, Alfredo Gaspar mencionou reportagens que indicam que o advogado teria recebido aproximadamente R$ 4 milhões de associações de aposentados sob investigação por descontos indevidos em benefícios do INSS. O valor seria referente à sua suposta atuação como intermediário em acordos que permitiam a cobrança de mensalidades diretamente na folha de pagamento dos beneficiários.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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